Vou usar de cobaia (e depois vocês vão entender o motivo) para iniciar este post o escritor Luiz Ruffato, que tive a oportunidade de ouvir em um debate na ultima bienal do livro de Minas Gerais. Cara tranqüilo, simples e acessível. Já conhecia um pouco do trabalho do escritor, pois havia lido Eles eram muitos cavalos, e também Estive em Lisboa e me lembrei de você (e gostado de ambos).
Temos no Luiz um exemplo de escritor em tempo integral, que vive exclusivamente da escrita e seus desdobramentos, o que talvez seja o que os escritores ou aspirantes a escritores que acompanham este blog tenham como meta de vida. No caso do Luiz Ruffato, ele faz um pouco mais que apenas escrever: participa de eventos literários (como o que citei acima), trabalha como jurado em concursos literários e organiza antologias. Trabalhos que tem tudo a ver com literatura, mas que possivelmente são necessários para complementar a vida de um escritor de ficção nacional, que normalmente vende apenas uma fração daquelas que chegam de fora aos montes e dominam os espaços mais nobres das nossas livrarias.
Para quem que saber um pouco mais sobre a vida deste que me parece um dos nossos melhores escritores contemporâneos, leia esta matéria. Não se trata de fofoca, mas sim de um panorama da vida de um escritor brasileiro de ficção.
Espero que aproveitem.
Abraços.
Thiago Rulius
domingo, 3 de março de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Entrevista - Luisa Geisler
Boa parte dos escritores que estão na luta para publicar seu primeiro livro ou disputando os bons concursos literários do país sabem quem é a Luisa Geisler. Ela, bastante jovem, conseguiu a façanha de vencer o prêmio SESC de literatura na categoria conto. Não satisfeita, ganhou no ano seguinte na categoria romance, fazendo com que a organização do prêmio SESC mudasse as regras para o caso de aparecer outro escritor com o mesmo talento e precocidade por aí querendo repetir esta fabulosa conquista.
Tive a oportunidade de conhecer a Luisa pessoalmente no Forum das Letras 2012 em Ouro Preto após a debate Como Publicar o primeiro livro?. Não tivemos a chance de conversar pessoalmente o quanto eu gostaria, pois ela teve de atender aos seus outros leitores e o debate seguinte começou cedo demais. Mas ela, muito solicita, me passou seu contato e agora trago a vocês uma pequena entrevista com esta autora que começou sua carreira da maneira mais destacada: vencendo por duas vezes um concurso do mais alto nível, lançando seus livros por uma editora como a Record e participando da seleção dos 20 melhores jovens escritores brasileiros da revista Granta.
Agradeço a Luisa por dividir um pouco de sua experiência conosco. Aproveitem as dicas e conheçam os livros da autora: Contos de mentira (contos) e Quiçá (romance).
Luisa, antes de mais nada, muito obrigado por conceder esta entrevista ao blog Papolivro.
Imagina! :) Todos os blogs literários são bem-vindos.
1) Sabemos um pouco da sua trajetória a partir da vitória no prêmio SESC com o livro Contos de mentira. Mas como as coisas correram para você antes disso em relação a literatura? Já publicava em jornais, revistas ou blogs? Participava de outros concursos literários?
Então, antes do Contos de mentira, eu escrevia muito pra mim mesma. Participei de alguns concursos de contos, alguns públicos, mas nada chamativo. Cheguei a ter blog, mas nunca fui boa com a manutenção. Comecei a escrever mais a sério e cogitar a carreira de escritora quando comecei uma oficina de criação literária com Luiz Antonio de Assis Brasil, na PUC/RS. Daí foi quando me empolguei de verdade com o processo.
2) Já participei de uma oficina de contos aqui em BH, e parte dos contos que tenho prontos em casa foram produzidos lá. Acho que essa é uma das maiores vantagens de frequentar uma oficina: a gente passa a ter uma espécie de "pressão" para produzir algo e levar a oficina na semana seguinte, além de conseguir uma critica especializada para o texto. Alguma parte dos contos que compõem o "Contos de mentira" foi produzida ou aperfeiçoada em oficinas como a do Assis Brasil, que você frequentou?
Sem dúvida. Diria que 50% dos contos que estão no Contos de mentira passaram pelo crivo do Assis em algum momento. A pressão pra escrever (que se torna ritmo) foi um aprendizado essencial. É comum a gente procrastinar, esquecer, priorizar outras coisas... mas quando tem um prazo, uma meta, a responsabilidade se torna mais forte. É bem comum a figura da pessoa que gosta de escrever, mas não escreve.
3) Como funciona o seu processo criativo? Tem algum método? Se considera uma escritora produtiva?
Pra escrever, sou bastante rápida. Mas a revisão, em geral, demora o dobro do tempo. Costumo brincar que só começo meu texto quando ponho o ponto final. Meu método é algo estilo: ter noção da história — planejar — executar. Às vezes, em alguns contos, sou bem mais livre, escrevo sem planos, sem nada, só escrevo. Com romances, em geral, sou bem cdf e não gosto de escrever do nada.
4) A construção de um romance, na minha opinião, é um trabalho que nunca acaba. Sempre podemos trabalhar mais o texto, ou incluir novas reviravoltas na trama. Você também pensa assim? E se concorda, quando considera que um livro seu está pronto e é hora de parar de trabalhar o texto?
Sempre brinco que eu nunca poderia me suicidar: a carta de suicídio nunca ia ficar pronta. Adoro revisar, adoro repensar possibilidades e achar problemas do texto. Muitas vezes “trabalhar mais o texto” significa tirar excessos, tirar reviravoltas, simplificar as coisas. Nem sempre, mas às vezes. Está pronto na hora em que não tenho mais ninguém pra me dar uma opinião externa sobre o livro, porque todo mundo já leu duas ou três versões. Depois disso, não tem mais o que fazer. Tendo lido o livro duas ou três vezes, já conheço tanto a história que nem vejo mais os problemas. Não é uma avaliação justa. Acho que daí é hora de parar.
5) Em relação aos seus livros publicados, você contratou alguém para um serviço de leitura critica, ou convidou leitores de sua confiança para um feedback? Acha importante esta primeira leitura?
Muitas vezes, as pessoas me enviam romances achando que eu tenho uma opinião que preste, quando na verdade, eu sou uma leitora normal. Acho excelente a contratação de um leitor crítico, porque eles dão atenção para detalhes que os leitores comuns nem sabem. Além de terem uma noção do mercado literário e poderem ajudar nesse sentido. Eles podem, por exemplo, te trazer dicas sobre quais editoras seriam mais apropriadas pro material. Não contratei nenhum serviço de leitura crítica (mais por falta de dinheiro do que de vontade), mas tentei compensar com um bom processo de edição na Record. Ainda acho que meus livros têm muito a melhorar, mesmo depois de impressos. Confio muito nesse tipo de trabalho e acho que ajuda muito na construção de um projeto coeso.
6) Quanto ao relacionamento com a editora, muitos autores mostram insatisfação com os trabalhos de edição realizados ou com a capa do livro, por exemplo. Mas sabemos que a editora, como toda empresa, precisa ter lucros, e por isso tem sempre a intenção de colocar o melhor produto possível no mercado, pelo menos do ponto de vista comercial. Como você vê esta relação?
Acredito que é importante que o autor esteja muito atuante no processo de criação de seu livro como produto, seja capa, seja edição. Mas ao mesmo tempo, um livro é um produto caro (de produzir, de colocar na livraria, de propagandear), num mercado difícil, e a editora não pode ser a única culpada de tudo. Uma editora confiável faz, no mínimo, um bom trabalho de edição, de conversa com o autor sobre o conteúdo e a abordagem do livro. Há outros detalhes que fogem um pouco disso, como capa (questões de designer etc), e com isso o autor precisa ter cuidado.
7) Como foi a experiência de ser um autor nacional estreante em uma editora grande como a Record?
Editoras grandes dificilmente apostam em autores iniciantes. Fiquei encantada. Recebi um tratamento muito bom, em especial por causa do Prêmio SESC de Literatura. Só tenho a agradecer.
8) Você acha que um autor que tenha sido rejeitado em várias editoras comerciais deve tentar a autopublicação? Ou o fato de ter sido rejeitado várias vezes pode indicar que talvez o livro (e talvez também o escritor) não estejam ainda maduros para iniciar uma carreira?
Acho que deve, mas também vale a pena investir um pouco em outras coisas. Muitas vezes, a publicação não é o mais importante. Vale a pena investir tempo em blogs, revistas literárias e, principalmente, prêmios e bolsas que publiquem (ou financiem). A autopublicação é um processo caro, muitas vezes apressado, que nem sempre tem bons resultados. Qualquer estímulo externo compensa mais nesses casos. Contudo, não acho que ser publicado ou não revela maturidade. A publicação não precisa ser o primeiro passo na carreira do escritor.
9) Algumas editoras, como Novo Século e 7Letras, tem um formato híbrido de publicação, onde o autor banca apenas uma parte do custo da publicação, e a editora faz todo o trabalho editorial e comercial, garantindo qualidade e a distribuição do livro. O que você acha deste formato?
Acho um formato que vem crescendo muito recentemente, mas minha opinião se mantém próxima à resposta anterior. Nem sempre publicar um livro é a melhor opção. Não desestimulo, mas acho que é uma decisão que deve ser pensada e planejada. Há muitas oportunidades pra escritores iniciantes por aí, vale mais a pena garimpar.
10) Gostaria de deixar alguma dica para aqueles que estão lutando para publicar o seu primeiro livro e querem começar com o pé direito?
Acho que… dizer que o primeiro livro é o passo mais difícil. Não fica mais fácil a partir dele, mas é o passo mais difícil. É uma droga estar nesse limbo entre “tenho um livro na gaveta” e “sou escritor”. Ou seja, ouvir negativas (ou, pior, nenhuma resposta) é a regra, não a exceção. Meu conselho seria: vá com calma.
11) Já está trabalhando em um novo livro? Pode adiantar algo para os leitores do Papolivro?
Sim, estou, mas... não posso adiantar. Tenho o mau hábito de profetizar sobre livros que não acontecem.
12) Luisa, obrigado por responder a esta entrevista e dividir um pouco de sua experiência conosco.
Imagina :) (de novo). Estamos aí!
Pessoal, não deixem de conhecer o trabalho da Luisa Geisler. É muito importante para quem quer publicar conhecer os livros que estão chamando a atenção no mercado nacional. Seria quase como uma "pesquisa de campo".
Thiago Rulius.
Tive a oportunidade de conhecer a Luisa pessoalmente no Forum das Letras 2012 em Ouro Preto após a debate Como Publicar o primeiro livro?. Não tivemos a chance de conversar pessoalmente o quanto eu gostaria, pois ela teve de atender aos seus outros leitores e o debate seguinte começou cedo demais. Mas ela, muito solicita, me passou seu contato e agora trago a vocês uma pequena entrevista com esta autora que começou sua carreira da maneira mais destacada: vencendo por duas vezes um concurso do mais alto nível, lançando seus livros por uma editora como a Record e participando da seleção dos 20 melhores jovens escritores brasileiros da revista Granta.
Agradeço a Luisa por dividir um pouco de sua experiência conosco. Aproveitem as dicas e conheçam os livros da autora: Contos de mentira (contos) e Quiçá (romance).
Luisa, antes de mais nada, muito obrigado por conceder esta entrevista ao blog Papolivro.
Imagina! :) Todos os blogs literários são bem-vindos.
1) Sabemos um pouco da sua trajetória a partir da vitória no prêmio SESC com o livro Contos de mentira. Mas como as coisas correram para você antes disso em relação a literatura? Já publicava em jornais, revistas ou blogs? Participava de outros concursos literários?
Então, antes do Contos de mentira, eu escrevia muito pra mim mesma. Participei de alguns concursos de contos, alguns públicos, mas nada chamativo. Cheguei a ter blog, mas nunca fui boa com a manutenção. Comecei a escrever mais a sério e cogitar a carreira de escritora quando comecei uma oficina de criação literária com Luiz Antonio de Assis Brasil, na PUC/RS. Daí foi quando me empolguei de verdade com o processo.
2) Já participei de uma oficina de contos aqui em BH, e parte dos contos que tenho prontos em casa foram produzidos lá. Acho que essa é uma das maiores vantagens de frequentar uma oficina: a gente passa a ter uma espécie de "pressão" para produzir algo e levar a oficina na semana seguinte, além de conseguir uma critica especializada para o texto. Alguma parte dos contos que compõem o "Contos de mentira" foi produzida ou aperfeiçoada em oficinas como a do Assis Brasil, que você frequentou?
Sem dúvida. Diria que 50% dos contos que estão no Contos de mentira passaram pelo crivo do Assis em algum momento. A pressão pra escrever (que se torna ritmo) foi um aprendizado essencial. É comum a gente procrastinar, esquecer, priorizar outras coisas... mas quando tem um prazo, uma meta, a responsabilidade se torna mais forte. É bem comum a figura da pessoa que gosta de escrever, mas não escreve.
3) Como funciona o seu processo criativo? Tem algum método? Se considera uma escritora produtiva?
Pra escrever, sou bastante rápida. Mas a revisão, em geral, demora o dobro do tempo. Costumo brincar que só começo meu texto quando ponho o ponto final. Meu método é algo estilo: ter noção da história — planejar — executar. Às vezes, em alguns contos, sou bem mais livre, escrevo sem planos, sem nada, só escrevo. Com romances, em geral, sou bem cdf e não gosto de escrever do nada.
4) A construção de um romance, na minha opinião, é um trabalho que nunca acaba. Sempre podemos trabalhar mais o texto, ou incluir novas reviravoltas na trama. Você também pensa assim? E se concorda, quando considera que um livro seu está pronto e é hora de parar de trabalhar o texto?
Sempre brinco que eu nunca poderia me suicidar: a carta de suicídio nunca ia ficar pronta. Adoro revisar, adoro repensar possibilidades e achar problemas do texto. Muitas vezes “trabalhar mais o texto” significa tirar excessos, tirar reviravoltas, simplificar as coisas. Nem sempre, mas às vezes. Está pronto na hora em que não tenho mais ninguém pra me dar uma opinião externa sobre o livro, porque todo mundo já leu duas ou três versões. Depois disso, não tem mais o que fazer. Tendo lido o livro duas ou três vezes, já conheço tanto a história que nem vejo mais os problemas. Não é uma avaliação justa. Acho que daí é hora de parar.
5) Em relação aos seus livros publicados, você contratou alguém para um serviço de leitura critica, ou convidou leitores de sua confiança para um feedback? Acha importante esta primeira leitura?
Muitas vezes, as pessoas me enviam romances achando que eu tenho uma opinião que preste, quando na verdade, eu sou uma leitora normal. Acho excelente a contratação de um leitor crítico, porque eles dão atenção para detalhes que os leitores comuns nem sabem. Além de terem uma noção do mercado literário e poderem ajudar nesse sentido. Eles podem, por exemplo, te trazer dicas sobre quais editoras seriam mais apropriadas pro material. Não contratei nenhum serviço de leitura crítica (mais por falta de dinheiro do que de vontade), mas tentei compensar com um bom processo de edição na Record. Ainda acho que meus livros têm muito a melhorar, mesmo depois de impressos. Confio muito nesse tipo de trabalho e acho que ajuda muito na construção de um projeto coeso.
6) Quanto ao relacionamento com a editora, muitos autores mostram insatisfação com os trabalhos de edição realizados ou com a capa do livro, por exemplo. Mas sabemos que a editora, como toda empresa, precisa ter lucros, e por isso tem sempre a intenção de colocar o melhor produto possível no mercado, pelo menos do ponto de vista comercial. Como você vê esta relação?
Acredito que é importante que o autor esteja muito atuante no processo de criação de seu livro como produto, seja capa, seja edição. Mas ao mesmo tempo, um livro é um produto caro (de produzir, de colocar na livraria, de propagandear), num mercado difícil, e a editora não pode ser a única culpada de tudo. Uma editora confiável faz, no mínimo, um bom trabalho de edição, de conversa com o autor sobre o conteúdo e a abordagem do livro. Há outros detalhes que fogem um pouco disso, como capa (questões de designer etc), e com isso o autor precisa ter cuidado.
7) Como foi a experiência de ser um autor nacional estreante em uma editora grande como a Record?
Editoras grandes dificilmente apostam em autores iniciantes. Fiquei encantada. Recebi um tratamento muito bom, em especial por causa do Prêmio SESC de Literatura. Só tenho a agradecer.
8) Você acha que um autor que tenha sido rejeitado em várias editoras comerciais deve tentar a autopublicação? Ou o fato de ter sido rejeitado várias vezes pode indicar que talvez o livro (e talvez também o escritor) não estejam ainda maduros para iniciar uma carreira?
Acho que deve, mas também vale a pena investir um pouco em outras coisas. Muitas vezes, a publicação não é o mais importante. Vale a pena investir tempo em blogs, revistas literárias e, principalmente, prêmios e bolsas que publiquem (ou financiem). A autopublicação é um processo caro, muitas vezes apressado, que nem sempre tem bons resultados. Qualquer estímulo externo compensa mais nesses casos. Contudo, não acho que ser publicado ou não revela maturidade. A publicação não precisa ser o primeiro passo na carreira do escritor.
9) Algumas editoras, como Novo Século e 7Letras, tem um formato híbrido de publicação, onde o autor banca apenas uma parte do custo da publicação, e a editora faz todo o trabalho editorial e comercial, garantindo qualidade e a distribuição do livro. O que você acha deste formato?
Acho um formato que vem crescendo muito recentemente, mas minha opinião se mantém próxima à resposta anterior. Nem sempre publicar um livro é a melhor opção. Não desestimulo, mas acho que é uma decisão que deve ser pensada e planejada. Há muitas oportunidades pra escritores iniciantes por aí, vale mais a pena garimpar.
10) Gostaria de deixar alguma dica para aqueles que estão lutando para publicar o seu primeiro livro e querem começar com o pé direito?
Acho que… dizer que o primeiro livro é o passo mais difícil. Não fica mais fácil a partir dele, mas é o passo mais difícil. É uma droga estar nesse limbo entre “tenho um livro na gaveta” e “sou escritor”. Ou seja, ouvir negativas (ou, pior, nenhuma resposta) é a regra, não a exceção. Meu conselho seria: vá com calma.
11) Já está trabalhando em um novo livro? Pode adiantar algo para os leitores do Papolivro?
Sim, estou, mas... não posso adiantar. Tenho o mau hábito de profetizar sobre livros que não acontecem.
12) Luisa, obrigado por responder a esta entrevista e dividir um pouco de sua experiência conosco.
Imagina :) (de novo). Estamos aí!
Pessoal, não deixem de conhecer o trabalho da Luisa Geisler. É muito importante para quem quer publicar conhecer os livros que estão chamando a atenção no mercado nacional. Seria quase como uma "pesquisa de campo".
Thiago Rulius.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Livro Ficcionais - Segredos da escrita
Em Ficcionais (livro), escritores contam, em primeira pessoa, aspectos curiosos do processo criativo de um livro.
Saber o que acontece a alguém durante o processo de escrita de um livro, descobrir que aquela história é, em certa medida, a história de seu autor, ou de um amigo, ou do pai, e que o escritor quase abandonou o livro porque teve um bloqueio criativo são questões que não deveriam mudar a relação que se cria com a obra - mas que despertam a curiosidade do leitor. Nenhuma orelha ou quarta capa de livro explica isso, ou de onde veio a ideia para aquela história, o que pretendia o autor ao escrevê-la e, principalmente, o que leva alguém a mergulhar fundo no projeto de um livro já que o processo é tão doloroso. Entrevistas dão algumas pistas, mas é por meio dos raros relatos de um autor que chegamos, se chegamos, mais perto de sua verdade.
Em Ficcionais - Escritores Revelam o Ato de Forjar Seus Mundos (Cepe, 120 págs., R$ 15), esse universo desconhecido da escrita, da relação do autor com seu objeto é, em parte, revelado. Estão ali textos em primeira pessoa de escritores diversos, de idades variadas, como Bernardo Carvalho, Ana Maria Machado, Daniel Galera, Michel Laub, Elvira Vigna, Ronaldo Correia de Brito, Marcelino Freire, que contam sobre o processo de escrita de um livro específico. São 32 textos no total, todos feitos a pedido de Schneider Carpeggiani, editor do Pernambuco, suplemento literário do Diário Oficial do Estado (antigo Suplemento Cultural), que completa agora cinco anos, e foram publicados na coluna Bastidores.
Foi Bernardo Carvalho quem, indiretamente, deu a ideia dessa coluna. Ele estava lançando O Filho da Mãe, da série Amores Expressos, e Carpeggiani pediu que ele relatasse o período que passou em São Petersburgo, para onde foi mandado com a incumbência de voltar com uma história de amor. "Mais que um relato sobre um livro feito em viagem, numa situação artificial, ele me enviou uma confissão de como aquela história foi criada. O texto é uma espécie de 3X4 do que é o Bernardo Carvalho criando", conta o editor e organizador da obra. A partir daí, ele resolveu investir nesse tipo de provocação.
Foram poucas as recusas desde a criação da coluna, há cerca de quatro anos. Mas a dúvida é unânime: como fazer isso? "Aí entra o trabalho de psicólogo que todo editor deve exercer. Teve um escritor que eu não posso revelar o nome que disse: 'Mas eu não posso escrever isso, porque eu sou o personagem. E ninguém pode saber, porque essa história é complicada'. Respondi: 'Se seu romance é 'real', então faça um texto ficcional dizendo como criou aquela ficção. Ninguém vai notar'. E ele fez. Ou seja, na cabeça dele, o texto de ficção de verdade é o texto da coluna Bastidores. Parece um jogo de espelhos de Borges", conta.
A ausência mais sentida no livro é de um texto de Moacyr Scliar publicado às vésperas de sua morte. "A família dele fez várias exigências para liberar o texto, entre elas que o livro só tivesse uma edição. Aí a gente deixou de fora, mas o texto é lindo." O último a dizer não à coluna foi Daniel Galera. O escritor, que acaba de lançar Barba Ensopada de Sangue, disse que já tinha falado muito sobre a obra. Ele, porém, está no livro com um texto sobre Cordilheira, seu romance que ganhou o Prêmio Machado de Assis.
Vencedor do Prêmio APCA - o último do ano a ser anunciado - de romance por O Céu dos Suicidas, Ricardo Lísias também contou sobre o que estava por trás de seu romance premiado. Abre seu texto dizendo que em 2008, quando terminava O Livro dos Mandarins, recebeu a notícia do suicídio de um amigo. "Nos primeiros meses depois do telefonema, racionalizei. Não pensei muito no assunto. (...) Quando voltei a escrever, depois do descanso que tiro entre cada livro, percebi que eu estava com um problema: eu só conseguia falar do meu amigo. (...) O assunto começou a me dominar. Lembro que não aceitava ninguém colocando qualquer problema em um suicida. Comecei a ficar muito nervoso e, como se não houvesse outra saída, planejei O Céu dos Suicidas", escreve Lísias.
Entre outros temas abordados, está a insegurança da mudança de estilo. A romancista Ana Maria Machado, autora também de uma vasta obra infantojuvenil, escreve sobre quando decidiu tirar seus poemas da pasta de cartolina e publicá-los em Sinais do Mar. Discutem também o tempo que dedicam à escrita, se sabem o final quando começam o livro, a busca da palavra exata.
Nos textos, estão as histórias que os autores resolveram confessar. Vale lembrar que são todos ficcionistas, contadores de histórias. Há muito mais atrás disso, em lugares que nem leitores e às vezes nem autores podem acessar
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,segredos-da-escrita-,987245,0.htm
Abraços
Thiago Rulius
domingo, 13 de janeiro de 2013
Palavra por palavra – Anne Lamott
Durante o tempo que freqüentei, com alguma assiduidade, algumas comunidades de escritores do finado Orkut, encontrei gente de todos os níveis possíveis em relação a escrita: autores publicados por editoras comerciais de todo porte ou autopublicados, vencedores de concursos literários publicados ou não e amadores de diversos níveis.
Infelizmente (ou talvez felizmente, não sei) eram muito comuns aqueles que acabaram de ler um livro que lhes arrebatou completamente, levando-os a decisão relâmpago de se enfronhar nesta fascinante carreira e se tornarem, quem sabe, o novo Paulo Coelho ou a nova J. K. Rowling. Nada contra sonhar e buscar este sucesso, afinal acreditar em seu potencial é o primeiro passo a ser dado. O problema é que grande parte destes candidatos a se tornarem o mais novo escritor best-seller sequer tem prática de leitura. Eles simplesmente descobriram a literatura tardiamente e já querem saltar para o “topo da pirâmide”.
Grande parte desta turma vai tentar escrever um texto plagiado do seu autor preferido e em uma semana, ao ler o próprio texto, vai se desanimar e perceber que escrever um romance de sucesso não é tão simples assim.
Para aqueles que decidiram perseverar, e continuam acreditando, mas não tem preparo algum para enfrentar este longo caminho, recomendo o livro Palavra por palavra, de Anne Lamott. Neste livro, Anne atua como professora, psicóloga e consultora, mostrando ao leitor e candidato a escritor como se manter motivado e confiante durante a produção de sua obra, como combater a autocrítica, resolver problemas do processo de escrita (como por exemplo ficar travado – o conhecido “bloqueio criativo”), além de dar dicas relacionadas a publicação e melhoria do texto. Ao mesmo tempo que incentiva o escritor (amador ou não), o livro mostra também a realidade da profissão.
O livro vai também lhe permitir, de acordo com sua experiência, reconhecer dificuldades já vividas, situações estas exemplificadas pela autora, que também apresenta soluções para resolver estes problemas.
Considero-o um ótimo livro, um dos que devem compor a “ala técnica” da biblioteca de quem quer seguir a carreira de escritor. Apesar disso, talvez seja um bom livro para riscar e fazer anotações. Tenho dó de fazer isso, mas este Palavra por palavra pede esta heresia, para poder funcionar melhor como um autêntico livro de cabeceira, pois ele entrega as dicas de maneira cadenciada. Não faz o tipo guia de referência rápida.
Ainda assim, recomendo a todos.
Abraços,
Thiago Rulius.
Infelizmente (ou talvez felizmente, não sei) eram muito comuns aqueles que acabaram de ler um livro que lhes arrebatou completamente, levando-os a decisão relâmpago de se enfronhar nesta fascinante carreira e se tornarem, quem sabe, o novo Paulo Coelho ou a nova J. K. Rowling. Nada contra sonhar e buscar este sucesso, afinal acreditar em seu potencial é o primeiro passo a ser dado. O problema é que grande parte destes candidatos a se tornarem o mais novo escritor best-seller sequer tem prática de leitura. Eles simplesmente descobriram a literatura tardiamente e já querem saltar para o “topo da pirâmide”.
Grande parte desta turma vai tentar escrever um texto plagiado do seu autor preferido e em uma semana, ao ler o próprio texto, vai se desanimar e perceber que escrever um romance de sucesso não é tão simples assim.
Para aqueles que decidiram perseverar, e continuam acreditando, mas não tem preparo algum para enfrentar este longo caminho, recomendo o livro Palavra por palavra, de Anne Lamott. Neste livro, Anne atua como professora, psicóloga e consultora, mostrando ao leitor e candidato a escritor como se manter motivado e confiante durante a produção de sua obra, como combater a autocrítica, resolver problemas do processo de escrita (como por exemplo ficar travado – o conhecido “bloqueio criativo”), além de dar dicas relacionadas a publicação e melhoria do texto. Ao mesmo tempo que incentiva o escritor (amador ou não), o livro mostra também a realidade da profissão.
O livro vai também lhe permitir, de acordo com sua experiência, reconhecer dificuldades já vividas, situações estas exemplificadas pela autora, que também apresenta soluções para resolver estes problemas.
Considero-o um ótimo livro, um dos que devem compor a “ala técnica” da biblioteca de quem quer seguir a carreira de escritor. Apesar disso, talvez seja um bom livro para riscar e fazer anotações. Tenho dó de fazer isso, mas este Palavra por palavra pede esta heresia, para poder funcionar melhor como um autêntico livro de cabeceira, pois ele entrega as dicas de maneira cadenciada. Não faz o tipo guia de referência rápida.
Ainda assim, recomendo a todos.
Abraços,
Thiago Rulius.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Um pensamento para iniciarmos 2013...
Lendo o livro Mestres da Pintura no Brasil, de João Medeiros, encontrei a reprodução de uma frase, ou pensamento, do teólogo Huberto Rohden. Acho que se aplica muito bem a literatura, então reproduzo-a abaixo, para verem se também pensam assim:
O verdadeiro artista sempre sente uma espécie de vergonha, e está com vontade de pedir desculpa ao publico pela imperfeição da obra que produziu, porque sente que toda a produção é uma espécie de traição da realidade, que ele concebe intuitivamente, mas que não pôde dar a luz visivelmente.
Huberto Rohden – Teólogo catarinense
Quanto ao blog, devo aumentar as postagens com o fim das férias. Não deixem de acompanhar.
Abraços
Thiago Rulius
O verdadeiro artista sempre sente uma espécie de vergonha, e está com vontade de pedir desculpa ao publico pela imperfeição da obra que produziu, porque sente que toda a produção é uma espécie de traição da realidade, que ele concebe intuitivamente, mas que não pôde dar a luz visivelmente.
Huberto Rohden – Teólogo catarinense
Quanto ao blog, devo aumentar as postagens com o fim das férias. Não deixem de acompanhar.
Abraços
Thiago Rulius
domingo, 2 de dezembro de 2012
Fórum das Letras 2012 - Resenha
Finalmente
estou postando a cobertura do Fórum das Letras 2012. O evento mais uma vez foi
excelente, todos os quatro debates que participei foram de ótimo nível. Certamente
estarei de volta a Ouro Preto no evento de 2013. A cidade também ajuda muito,
com suas várias opções culturais rodeados de história, além de alguns bares e
restaurantes legais. Neste ano, nos dedicamos a visitar galerias de arte e
ateliês dos pintores locais quando não assistíamos aos debates. Voltamos para
casa com um quadro que é uma verdadeira obra de arte.
Ela
nem me conhece, mas parabéns a Guiomar por ter “desistido de desistir” do Fórum
das Letras deste ano. Correu tudo muito bem. Seria um fim de ano muito
melancólico para os mineiros terminar o ano apenas com a fraca bienal do livro,
que foi pouco mais que um grande mercado de livros encalhados. Vida longa ao
Fórum das Letras.
Abaixo
um resumo dos debates que participei.
23/11/2012
18h – Como Publicar o primeiro livro?
Participantes: Ana Maria Santeiro, Luisa Geisler,
Luize Valente, Olavo Romano de Sant´Anna
Mediação: André Luis Carvalho
Excelente debate. Luize Valente contou
como conseguiu lançar seu primeiro livro pela Record após chegar até eles na
cara e na coragem, como apenas uma sucinta carta (email) de apresentação.
Luiza Geisler contou sobre a
experiência de ter vencido por duas vezes o prêmio SESC de literatura, e como
ela jamais imaginava vencer este concorrido concurso quando participou da
primeira vez, com seu livro de contos Contos
de Mentira.
Olavo contou como conheceu um
editor casualmente, através de seu emprego a época, e ao mostrar alguns textos
de sua autoria abriu as portas para sua carreira de escritor.
E o principal: Ana Santeiro,
agente literária, mostrou um lado diferente, a visão que leitores e escritores
não têm muito contato e muitas vezes desconhecem. Contou como é o trabalho do
agente, a representação dos autores e tudo mais que este profissional ainda
pouco comum no mercado brasileiro faz.
Não por acaso, as perguntas do
publico foram direcionadas principalmente a agente Ana, que trouxe uma ótica
diferente ao debate.
Tive a oportunidade de bater um
papo com a Luize Valente ao fim do debate. Perguntei a ela se existiu, da parte
dela, algum trabalho de buscar uma leitura critica após a conclusão de seu
livro O Segredo do Oratório. Ela
disse que procurou leitores que considerava como qualificados, mas não uma
leitura critica contratada. Me disse para, a partir do momento que acreditar no
meu texto, buscar uma editora na cara e na coragem e ver sua aceitação. É o que
pretendo fazer no inicio do ano que vem.
19:30h – A produção de biografias
Participantes: Lucas Figueiredo, Paulo Markun,
Jorge Ferreira
Mediação: Mateus Pereira
Este debate, se não foi tão rico
em relação ao trabalho dos biógrafos, foi muito rico no aspecto histórico.
Todos os debates com o Lucas Figueiredo são certeza de muitos casos
interessantíssimos e muito enriquecedores. Foi a terceira vez que o vi falar e
ele mais uma vez não decepcionou. Seus parceiros de mesa Paulo Markun e Jorge
Ferreira souberam acompanhá-los com boa desenvoltura. Jorge Ferreira contou um
caso interessantíssimo de como conseguiu cartas de João Goulart com uma família
que viveu com ele no exílio, e Lucas Figueiredo contou sobre os bastidores curiosos
da vida do Marcos Valério.
Somente pelos preços não muito
atrativos (e pela fila de livros que tenho para ler em casa) não comprei lá a
biografia do João Goulart.
Para quem se interessa por
história, foi um bate-papo de primeira linha.
24/11/2012
16h – A trajetória do livro impresso e digital do
autor ao leitor
Participantes: Bernardo Ajzenberg, Sérgio França,
Thales Guaracy
Mediação: Guiomar de Grammont
Palestra
realizada no anexo do museu da inconfidência, local muito mais modesto e com
muito menos lugares que o bacana cine vila rica, o que fez com que o debate estivesse
lotado.
Foi
um ótimo bate-papo sobre o livro digital e as mudanças que trará (ou não) ao
mercado. Novamente o fato de editores estarem envolvidos no debate enriqueceu
muito o evento. A colocação da “visão da editora” sobre as mudanças do livro
digital ... Pontos como a chegada da Amazon.com, E-pub (formato de livro
digital), DRM (proteção contra pirataria de ebooks), Self-Publishing
(auto-publicação), também foram discutidas. Na real, não houve discussão sobre
trajetória nenhuma, o papo girou sempre relacionado a chegada do livro digital
e o que ele vai causar no mundo das editoras e no mercado.
Queria
ter perguntado a opinião de Sérgio França em relação ao DRM “light” usado pela
J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, onde a única proteção para evitar
a distribuição de cópias piratas dos livros do bruxo é o nome e numero de
documento do comprador (que não vai querer deixar seus dados pessoais correndo
pela rede).
18h – Processos e rituais que o escritor usa para
criar
Participantes: Fernando Molica, Bernardo Ajzenberg,
Santiago Nazarian
Mediação: André Nigri
Debate
interessante sobre a forma de trabalho dos escritores envolvidos no debate: um
trabalha de porta fechada em silêncio absoluto, outro ouvindo som, de manhã ou
a noite, nem todos trabalham todos os dias (como sempre afirmam ser necessário
por aí), se todas as idéias são aproveitadas (claro que não), quanto tempo
levam para produzir (Santiago levou vinte dias para um e três anos para outro,
e disse que o livro escrito em vinte dias é o preferido do publico).
O
debate focou essencialmente nestas “curiosidades” que temos em relação ao
trabalho de escritores maduros, com vários livros publicados, em que acabamos
procurando semelhanças com o nosso próprio método de trabalho. Claro que isso
não vai dizer se um escritor amador que tem um processo parecido com um destes
escritores vai deslanchar. Muito mais importante que o método, é o texto
produzido. Mas pelo menos temos a possibilidade de saber que as coisas “erradas”
que fazemos, como negligenciar idéias ou ficar duas semanas sem pegar no texto,
também ocorrem com escritores publicados, o que pode ser um alívio, afinal, não
estamos indo tão mal assim.
O
outro autor convidado, Fabricio Carpinejar, passou mal e não compareceu. Uma
pena, já que ele é uma figura peculiar e deve ter processos de trabalho também exóticos.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Fórum das Letras 2012 - Programação
A programação do fórum das letras 2012 já foi divulgada:
Interessado em participar? Inscreva-se aqui.
Veja a apresentação do Fórum das letras 2012 do Papolivro aqui.
Se quiser saber como foi o Fórum das letras 2011, clique aqui.
Nos encontramos lá!
Abraços
Thiago Rulius
22 de Novembro (Quinta)
08:30 - Fórum das Letrinhas
Trem Literário: Livro “O menino que amava trens”, Walmir Ayala
Esquete Teatral no trem
Partidas: 8h30 - Estação de Mariana
11h - Estação de Ouro Preto
13h30 - Estação de Mariana
16h - Estação de Ouro Preto
09:30 - Fórum das Letrinhas
Espetáculo “Conto um canto, canta um conto”
Local: Tenda do Trem da Vale
14:00 - Oficina “Como se faz um livro?”
"A editoração de livros científicos”
Andreia Amaral (Civilização Brasileira), Gilson Iannini (Autêntica – UFOP)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
Oficina “Como se faz um livro?”
“Desafios da Editoria de Não-Ficção no Brasil”
Carlos Andreazza (Record), Cristiane Costa (Nova Fronteira)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
19:00 - Programação principal - Fórum das Letras
Abertura oficial
Conferência de abertura: O Livro das Horas
Nélida Piñon. Mediação: Guiomar de Grammont
Cine Vila Rica (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
23 de Novembro (Sexta)
10:30 - Ciclo Jornalismo e Literatura
“Jornalistas no mundo dos livros: o fazer editorial”
Cristiane Costa (Jornalista / Nova Fronteira). Mediação: Carlos Andreazza (Record)
Local: GLTA (Rua Paraná, n°136 – Centro)
14:00 - Oficina Como se faz um livro?
“A importância do Marketing na Comercialização do Livro”
Bruno Zolotar (Record), Roberta Machado (Record)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
15:30 - Oficina Como se faz um livro?
“O Livro nas Livrarias: comercialização e distribuição”
Daniel Louzada (Livrarias Saraiva)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
17:30 - Programação principal - Fórum das Letras
“Como publicar o primeiro livro?”
Ana Maria Santeiro, Luisa Gleiser, Luize Valente
Cine Vila Rica (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
19:00 - Programação principal - Fórum das Letras
“Problemas e dificuldades na produção de um ensaio”
Jorge Ferreira, Lucas Figueiredo, Lucília Neves. Mediação: Paulo Markun
Cine Vila Rica (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
24 de Novembro (Sábado)
10:30 - Ciclo Jornalismo e Literatura
“Narrativas autorais no jornalismo”
Alexandra Lucas Coelho (Jornalista / Público). Mediação: Reges Schwaab (UFOP)
Local: GLTA (Rua Paraná, n°136 – Centro)
14:00 - Oficina Como se faz um livro?
“A trajetória do livro impresso e digital do autor ao leitor”
Bernardo Ajzenberg (Cosac&Naify), Sérgio França
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
15:30 - Oficina Como se faz um livro?
“O livro na imprensa”
Gabriela Máximo (Record), Cíntia Borges (Rocco)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
17:30 - Programação principal - Fórum das Letras
“Processos e rituais que o escritor usa para criar”
Bernardo Ajzenberg, Fabrício Carpinejar, Fernando Molica, Santiago Nazarian. Mediação: André Nigri
Cine Vila Rica (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
19:00 - Programação principal - Fórum das Letras
“A poesia nasce da filosofia?”
Antônio Cícero, Eduardo Jardim, Ignácio Martinez Castignani
Mediação: Fabrício Marques
Cine Vila Rica (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
25 de Novembro (Domingo)
10:30 - Ciclo Jornalismo e Literatura
“Diante do outro”
Mário Magalhães. Mediação: Marta Maia
Local: GLTA (Rua Paraná, n°136 – Centro)
14:00 - Oficina Como se faz um livro?
“A cara do livro: a construção da linguagem visual de capas de livro”
Leo Iaccarino
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
Oficina Como se faz um livro?
“Processos de produção do livro”
Elisa Rosa (Record), Lívia Vianna (Record)
Local: Anexo do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
17:30 - Programação principal - Fórum das Letras
“Barrocolagens para Affonso Ávila” - Homenagem ao poeta Affonso Ávila
Poetas: Mário Alex Rosa, Jovino Machado, Wilmar Silva, Simone Andrade
Cine Vila Rica (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro)
19:00 - Programação principal - Fórum das Letras
“Solidão Continental”
João Gilberto NollInteressado em participar? Inscreva-se aqui.
Veja a apresentação do Fórum das letras 2012 do Papolivro aqui.
Se quiser saber como foi o Fórum das letras 2011, clique aqui.
Nos encontramos lá!
Abraços
Thiago Rulius
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