Boa parte dos escritores que estão na luta para publicar seu primeiro livro ou disputando os bons concursos literários do país sabem quem é a Luisa Geisler. Ela, bastante jovem, conseguiu a façanha de vencer o prêmio SESC de literatura na categoria conto. Não satisfeita, ganhou no ano seguinte na categoria romance, fazendo com que a organização do prêmio SESC mudasse as regras para o caso de aparecer outro escritor com o mesmo talento e precocidade por aí querendo repetir esta fabulosa conquista.
Tive a oportunidade de conhecer a Luisa pessoalmente no Forum das Letras 2012 em Ouro Preto após a debate Como Publicar o primeiro livro?. Não tivemos a chance de conversar pessoalmente o quanto eu gostaria, pois ela teve de atender aos seus outros leitores e o debate seguinte começou cedo demais. Mas ela, muito solicita, me passou seu contato e agora trago a vocês uma pequena entrevista com esta autora que começou sua carreira da maneira mais destacada: vencendo por duas vezes um concurso do mais alto nível, lançando seus livros por uma editora como a Record e participando da seleção dos 20 melhores jovens escritores brasileiros da revista Granta.
Agradeço a Luisa por dividir um pouco de sua experiência conosco. Aproveitem as dicas e conheçam os livros da autora: Contos de mentira (contos) e Quiçá (romance).
Luisa, antes de mais nada, muito obrigado por conceder esta entrevista ao blog Papolivro.
Imagina! :) Todos os blogs literários são bem-vindos.
1) Sabemos um pouco da sua trajetória a partir da vitória no prêmio SESC com o livro Contos de mentira. Mas como as coisas correram para você antes disso em relação a literatura? Já publicava em jornais, revistas ou blogs? Participava de outros concursos literários?
Então, antes do Contos de mentira, eu escrevia muito pra mim mesma. Participei de alguns concursos de contos, alguns públicos, mas nada chamativo. Cheguei a ter blog, mas nunca fui boa com a manutenção. Comecei a escrever mais a sério e cogitar a carreira de escritora quando comecei uma oficina de criação literária com Luiz Antonio de Assis Brasil, na PUC/RS. Daí foi quando me empolguei de verdade com o processo.
2) Já participei de uma oficina de contos aqui em BH, e parte dos contos que tenho prontos em casa foram produzidos lá. Acho que essa é uma das maiores vantagens de frequentar uma oficina: a gente passa a ter uma espécie de "pressão" para produzir algo e levar a oficina na semana seguinte, além de conseguir uma critica especializada para o texto. Alguma parte dos contos que compõem o "Contos de mentira" foi produzida ou aperfeiçoada em oficinas como a do Assis Brasil, que você frequentou?
Sem dúvida. Diria que 50% dos contos que estão no Contos de mentira passaram pelo crivo do Assis em algum momento. A pressão pra escrever (que se torna ritmo) foi um aprendizado essencial. É comum a gente procrastinar, esquecer, priorizar outras coisas... mas quando tem um prazo, uma meta, a responsabilidade se torna mais forte. É bem comum a figura da pessoa que gosta de escrever, mas não escreve.
3) Como funciona o seu processo criativo? Tem algum método? Se considera uma escritora produtiva?
Pra escrever, sou bastante rápida. Mas a revisão, em geral, demora o dobro do tempo. Costumo brincar que só começo meu texto quando ponho o ponto final. Meu método é algo estilo: ter noção da história — planejar — executar. Às vezes, em alguns contos, sou bem mais livre, escrevo sem planos, sem nada, só escrevo. Com romances, em geral, sou bem cdf e não gosto de escrever do nada.
4) A construção de um romance, na minha opinião, é um trabalho que nunca acaba. Sempre podemos trabalhar mais o texto, ou incluir novas reviravoltas na trama. Você também pensa assim? E se concorda, quando considera que um livro seu está pronto e é hora de parar de trabalhar o texto?
Sempre brinco que eu nunca poderia me suicidar: a carta de suicídio nunca ia ficar pronta. Adoro revisar, adoro repensar possibilidades e achar problemas do texto. Muitas vezes “trabalhar mais o texto” significa tirar excessos, tirar reviravoltas, simplificar as coisas. Nem sempre, mas às vezes. Está pronto na hora em que não tenho mais ninguém pra me dar uma opinião externa sobre o livro, porque todo mundo já leu duas ou três versões. Depois disso, não tem mais o que fazer. Tendo lido o livro duas ou três vezes, já conheço tanto a história que nem vejo mais os problemas. Não é uma avaliação justa. Acho que daí é hora de parar.
5) Em relação aos seus livros publicados, você contratou alguém para um serviço de leitura critica, ou convidou leitores de sua confiança para um feedback? Acha importante esta primeira leitura?
Muitas vezes, as pessoas me enviam romances achando que eu tenho uma opinião que preste, quando na verdade, eu sou uma leitora normal. Acho excelente a contratação de um leitor crítico, porque eles dão atenção para detalhes que os leitores comuns nem sabem. Além de terem uma noção do mercado literário e poderem ajudar nesse sentido. Eles podem, por exemplo, te trazer dicas sobre quais editoras seriam mais apropriadas pro material. Não contratei nenhum serviço de leitura crítica (mais por falta de dinheiro do que de vontade), mas tentei compensar com um bom processo de edição na Record. Ainda acho que meus livros têm muito a melhorar, mesmo depois de impressos. Confio muito nesse tipo de trabalho e acho que ajuda muito na construção de um projeto coeso.
6) Quanto ao relacionamento com a editora, muitos autores mostram insatisfação com os trabalhos de edição realizados ou com a capa do livro, por exemplo. Mas sabemos que a editora, como toda empresa, precisa ter lucros, e por isso tem sempre a intenção de colocar o melhor produto possível no mercado, pelo menos do ponto de vista comercial. Como você vê esta relação?
Acredito que é importante que o autor esteja muito atuante no processo de criação de seu livro como produto, seja capa, seja edição. Mas ao mesmo tempo, um livro é um produto caro (de produzir, de colocar na livraria, de propagandear), num mercado difícil, e a editora não pode ser a única culpada de tudo. Uma editora confiável faz, no mínimo, um bom trabalho de edição, de conversa com o autor sobre o conteúdo e a abordagem do livro. Há outros detalhes que fogem um pouco disso, como capa (questões de designer etc), e com isso o autor precisa ter cuidado.
7) Como foi a experiência de ser um autor nacional estreante em uma editora grande como a Record?
Editoras grandes dificilmente apostam em autores iniciantes. Fiquei encantada. Recebi um tratamento muito bom, em especial por causa do Prêmio SESC de Literatura. Só tenho a agradecer.
8) Você acha que um autor que tenha sido rejeitado em várias editoras comerciais deve tentar a autopublicação? Ou o fato de ter sido rejeitado várias vezes pode indicar que talvez o livro (e talvez também o escritor) não estejam ainda maduros para iniciar uma carreira?
Acho que deve, mas também vale a pena investir um pouco em outras coisas. Muitas vezes, a publicação não é o mais importante. Vale a pena investir tempo em blogs, revistas literárias e, principalmente, prêmios e bolsas que publiquem (ou financiem). A autopublicação é um processo caro, muitas vezes apressado, que nem sempre tem bons resultados. Qualquer estímulo externo compensa mais nesses casos. Contudo, não acho que ser publicado ou não revela maturidade. A publicação não precisa ser o primeiro passo na carreira do escritor.
9) Algumas editoras, como Novo Século e 7Letras, tem um formato híbrido de publicação, onde o autor banca apenas uma parte do custo da publicação, e a editora faz todo o trabalho editorial e comercial, garantindo qualidade e a distribuição do livro. O que você acha deste formato?
Acho um formato que vem crescendo muito recentemente, mas minha opinião se mantém próxima à resposta anterior. Nem sempre publicar um livro é a melhor opção. Não desestimulo, mas acho que é uma decisão que deve ser pensada e planejada. Há muitas oportunidades pra escritores iniciantes por aí, vale mais a pena garimpar.
10) Gostaria de deixar alguma dica para aqueles que estão lutando para publicar o seu primeiro livro e querem começar com o pé direito?
Acho que… dizer que o primeiro livro é o passo mais difícil. Não fica mais fácil a partir dele, mas é o passo mais difícil. É uma droga estar nesse limbo entre “tenho um livro na gaveta” e “sou escritor”. Ou seja, ouvir negativas (ou, pior, nenhuma resposta) é a regra, não a exceção. Meu conselho seria: vá com calma.
11) Já está trabalhando em um novo livro? Pode adiantar algo para os leitores do Papolivro?
Sim, estou, mas... não posso adiantar. Tenho o mau hábito de profetizar sobre livros que não acontecem.
12) Luisa, obrigado por responder a esta entrevista e dividir um pouco de sua experiência conosco.
Imagina :) (de novo). Estamos aí!
Pessoal, não deixem de conhecer o trabalho da Luisa Geisler. É muito importante para quem quer publicar conhecer os livros que estão chamando a atenção no mercado nacional. Seria quase como uma "pesquisa de campo".
Thiago Rulius.
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domingo, 3 de fevereiro de 2013
domingo, 2 de dezembro de 2012
Fórum das Letras 2012 - Resenha
Finalmente
estou postando a cobertura do Fórum das Letras 2012. O evento mais uma vez foi
excelente, todos os quatro debates que participei foram de ótimo nível. Certamente
estarei de volta a Ouro Preto no evento de 2013. A cidade também ajuda muito,
com suas várias opções culturais rodeados de história, além de alguns bares e
restaurantes legais. Neste ano, nos dedicamos a visitar galerias de arte e
ateliês dos pintores locais quando não assistíamos aos debates. Voltamos para
casa com um quadro que é uma verdadeira obra de arte.
Ela
nem me conhece, mas parabéns a Guiomar por ter “desistido de desistir” do Fórum
das Letras deste ano. Correu tudo muito bem. Seria um fim de ano muito
melancólico para os mineiros terminar o ano apenas com a fraca bienal do livro,
que foi pouco mais que um grande mercado de livros encalhados. Vida longa ao
Fórum das Letras.
Abaixo
um resumo dos debates que participei.
23/11/2012
18h – Como Publicar o primeiro livro?
Participantes: Ana Maria Santeiro, Luisa Geisler,
Luize Valente, Olavo Romano de Sant´Anna
Mediação: André Luis Carvalho
Excelente debate. Luize Valente contou
como conseguiu lançar seu primeiro livro pela Record após chegar até eles na
cara e na coragem, como apenas uma sucinta carta (email) de apresentação.
Luiza Geisler contou sobre a
experiência de ter vencido por duas vezes o prêmio SESC de literatura, e como
ela jamais imaginava vencer este concorrido concurso quando participou da
primeira vez, com seu livro de contos Contos
de Mentira.
Olavo contou como conheceu um
editor casualmente, através de seu emprego a época, e ao mostrar alguns textos
de sua autoria abriu as portas para sua carreira de escritor.
E o principal: Ana Santeiro,
agente literária, mostrou um lado diferente, a visão que leitores e escritores
não têm muito contato e muitas vezes desconhecem. Contou como é o trabalho do
agente, a representação dos autores e tudo mais que este profissional ainda
pouco comum no mercado brasileiro faz.
Não por acaso, as perguntas do
publico foram direcionadas principalmente a agente Ana, que trouxe uma ótica
diferente ao debate.
Tive a oportunidade de bater um
papo com a Luize Valente ao fim do debate. Perguntei a ela se existiu, da parte
dela, algum trabalho de buscar uma leitura critica após a conclusão de seu
livro O Segredo do Oratório. Ela
disse que procurou leitores que considerava como qualificados, mas não uma
leitura critica contratada. Me disse para, a partir do momento que acreditar no
meu texto, buscar uma editora na cara e na coragem e ver sua aceitação. É o que
pretendo fazer no inicio do ano que vem.
19:30h – A produção de biografias
Participantes: Lucas Figueiredo, Paulo Markun,
Jorge Ferreira
Mediação: Mateus Pereira
Este debate, se não foi tão rico
em relação ao trabalho dos biógrafos, foi muito rico no aspecto histórico.
Todos os debates com o Lucas Figueiredo são certeza de muitos casos
interessantíssimos e muito enriquecedores. Foi a terceira vez que o vi falar e
ele mais uma vez não decepcionou. Seus parceiros de mesa Paulo Markun e Jorge
Ferreira souberam acompanhá-los com boa desenvoltura. Jorge Ferreira contou um
caso interessantíssimo de como conseguiu cartas de João Goulart com uma família
que viveu com ele no exílio, e Lucas Figueiredo contou sobre os bastidores curiosos
da vida do Marcos Valério.
Somente pelos preços não muito
atrativos (e pela fila de livros que tenho para ler em casa) não comprei lá a
biografia do João Goulart.
Para quem se interessa por
história, foi um bate-papo de primeira linha.
24/11/2012
16h – A trajetória do livro impresso e digital do
autor ao leitor
Participantes: Bernardo Ajzenberg, Sérgio França,
Thales Guaracy
Mediação: Guiomar de Grammont
Palestra
realizada no anexo do museu da inconfidência, local muito mais modesto e com
muito menos lugares que o bacana cine vila rica, o que fez com que o debate estivesse
lotado.
Foi
um ótimo bate-papo sobre o livro digital e as mudanças que trará (ou não) ao
mercado. Novamente o fato de editores estarem envolvidos no debate enriqueceu
muito o evento. A colocação da “visão da editora” sobre as mudanças do livro
digital ... Pontos como a chegada da Amazon.com, E-pub (formato de livro
digital), DRM (proteção contra pirataria de ebooks), Self-Publishing
(auto-publicação), também foram discutidas. Na real, não houve discussão sobre
trajetória nenhuma, o papo girou sempre relacionado a chegada do livro digital
e o que ele vai causar no mundo das editoras e no mercado.
Queria
ter perguntado a opinião de Sérgio França em relação ao DRM “light” usado pela
J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, onde a única proteção para evitar
a distribuição de cópias piratas dos livros do bruxo é o nome e numero de
documento do comprador (que não vai querer deixar seus dados pessoais correndo
pela rede).
18h – Processos e rituais que o escritor usa para
criar
Participantes: Fernando Molica, Bernardo Ajzenberg,
Santiago Nazarian
Mediação: André Nigri
Debate
interessante sobre a forma de trabalho dos escritores envolvidos no debate: um
trabalha de porta fechada em silêncio absoluto, outro ouvindo som, de manhã ou
a noite, nem todos trabalham todos os dias (como sempre afirmam ser necessário
por aí), se todas as idéias são aproveitadas (claro que não), quanto tempo
levam para produzir (Santiago levou vinte dias para um e três anos para outro,
e disse que o livro escrito em vinte dias é o preferido do publico).
O
debate focou essencialmente nestas “curiosidades” que temos em relação ao
trabalho de escritores maduros, com vários livros publicados, em que acabamos
procurando semelhanças com o nosso próprio método de trabalho. Claro que isso
não vai dizer se um escritor amador que tem um processo parecido com um destes
escritores vai deslanchar. Muito mais importante que o método, é o texto
produzido. Mas pelo menos temos a possibilidade de saber que as coisas “erradas”
que fazemos, como negligenciar idéias ou ficar duas semanas sem pegar no texto,
também ocorrem com escritores publicados, o que pode ser um alívio, afinal, não
estamos indo tão mal assim.
O
outro autor convidado, Fabricio Carpinejar, passou mal e não compareceu. Uma
pena, já que ele é uma figura peculiar e deve ter processos de trabalho também exóticos.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Programa Petrobrás Cultural 2012 - Produção literária: ficção e poesia
Estão abertas as inscrições para patrocinio da produção literária de escritores de ficção e poesia com no minimo um livro publicado com ISBN.
Período de inscrição: 17 de agosto de 2012 a 31 de outubro de 2012.
Recurso total de R$1.000.000 (um milhão de reais), sendo o valor por projeto de R$60.000 (sessenta mil reais).
Prazo para realização: entre julho de 2013 e junho de 2015.
OBS: Processo destinado a obras já iniciadas (e que já se encontre com cerca de 50.000 caracteres) e inéditas.
Site oficial: http://ppc.petrobras.com.br/regulamentos/producao-e-difusao/producao-literaria/
Abraços e boa sorte!
Thiago Rulius
Período de inscrição: 17 de agosto de 2012 a 31 de outubro de 2012.
Recurso total de R$1.000.000 (um milhão de reais), sendo o valor por projeto de R$60.000 (sessenta mil reais).
Prazo para realização: entre julho de 2013 e junho de 2015.
OBS: Processo destinado a obras já iniciadas (e que já se encontre com cerca de 50.000 caracteres) e inéditas.
Site oficial: http://ppc.petrobras.com.br/regulamentos/producao-e-difusao/producao-literaria/
Abraços e boa sorte!
Thiago Rulius
domingo, 1 de julho de 2012
Dicas para novos autores (em vídeo)
Navegando por aí, descobri alguns vídeos produzidos pela autora Lycia Barros no youtube, que recomendo aqui para os escritores iniciantes, com dicas relacionadas a escrita, publicação e divulgação dos livros que você venha a publicar ou já tenha publicado. Não conheço o trabalho da Lycia como escritora, mas os videos tem algumas dicas que valem a pena. Para aqueles que não tem coragem ou recursos para investir em livros para o seu aprimoramento como escritores, fica uma sugestão grátis. Tem muito lero-lero e alguma a propaganda no inicio (até por que ninguém trabalha de graça) mas no final o material vale a pena, com certeza.
Seguem links com parte dos vídeos produzidos pela Lycia:
Como enviar originais para editoras
http://www.youtube.com/watch?v=NgV-UlBQEEY&feature=relmfu
Os 10 maiores erros de autores iniciantes
http://www.youtube.com/watch?v=VQtScnBdn0U&list=FLKoh5Cwwx1W3GN5rzQD_ebQ&index=1&feature=plpp_video
Bloqueio de escrita: como me livrar?
http://www.youtube.com/watch?v=Lv9ivSOjBL8
Primeira ou terceira pessoa?
http://www.youtube.com/watch?v=sB-uIjPDg-4&feature=fvwrel&noredirect=1
Bom proveito.
Thiago Rulius
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Uma opção aos prestadores de serviço.
Toda hora aparece uma prestadora de serviço fingindo ter uma proposta diferente, mas a maioria não tem nada demais. Por isso mesmo, nem comento estas "novidades" aqui no blog, já que no final das contas nada havia mudado.
Agora, porém, encontrei algo que pode até não agradar, mas que é diferente é. Fiquei sabendo que a Imã Editorial está com uma proposta que pode ser uma opção aos prestadores de serviço. Eles avaliam o original (ficção) e retornam em um prazo mais curto que o habitual. Além disso, publicam o escritor sem cobrar por isso. Por ultimo, o lucro (não confundir com preço de venda) é dividido entre autor e editora. Esses são os pontos positivos.
Os pontos negativos são o fato da impressão ser sob demanda (o que pelo menos permite melhorias imediatas para as próximas impressões) e a distribuição limitada e que não aceita enviar livros por consignação.
Está aí uma nova opção para nós, aspirantes a escritor. Cabe a cada um verificar se lhe atende ou não.
Gostou? Tire suas duvidas em http://www.imaeditorial.com/motor/faqmotor/
Abraços.
Thiago Rulius
Agora, porém, encontrei algo que pode até não agradar, mas que é diferente é. Fiquei sabendo que a Imã Editorial está com uma proposta que pode ser uma opção aos prestadores de serviço. Eles avaliam o original (ficção) e retornam em um prazo mais curto que o habitual. Além disso, publicam o escritor sem cobrar por isso. Por ultimo, o lucro (não confundir com preço de venda) é dividido entre autor e editora. Esses são os pontos positivos.
Os pontos negativos são o fato da impressão ser sob demanda (o que pelo menos permite melhorias imediatas para as próximas impressões) e a distribuição limitada e que não aceita enviar livros por consignação.
Está aí uma nova opção para nós, aspirantes a escritor. Cabe a cada um verificar se lhe atende ou não.
Gostou? Tire suas duvidas em http://www.imaeditorial.com/motor/faqmotor/
Abraços.
Thiago Rulius
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Projeto prevê dedução do IR de gasto com livro de autor brasileiro
Excelente iniciativa!
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/202268-PROJETO-PREVE-DEDUCAO-DO-IR-DE-GASTO-COM-LIVRO-DE-AUTOR-BRASILEIRO.html
OBS: Existe uma enquete na página. Vamos apoiar a causa!
Abraços
Thiago Rulius
http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/202268-PROJETO-PREVE-DEDUCAO-DO-IR-DE-GASTO-COM-LIVRO-DE-AUTOR-BRASILEIRO.html
OBS: Existe uma enquete na página. Vamos apoiar a causa!
Abraços
Thiago Rulius
domingo, 4 de setembro de 2011
Rumos da literatura para jovens (mesa redonda) - Cobertura do Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerais
Mesa redonda: Rumos da literatura para jovens
Participantes: Luis Giffoni, Ligia Cademartori e Vera Maria Tietzmann.
Mediação: Maria Zélia Versiani
Local: Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerias 2011
No ultimo sábado retornei ao Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerais, para assistir a mesa redonda Rumos da Literatura para Jovens. Fui como um curioso, sem a certeza de que a “pauta” da mesa pudesse ser aplicada ao meu trabalho como escritor amador. Nunca produzi texto algum que possa ser classificado como literatura infantil ou juvenil.
Com o início da discussão pude perceber que o tema interessaria a qualquer escritor. Ligia Cademartori foi a primeira a se manifestar, questionando a existência de uma “literatura juvenil”. E o debate correu muito neste caminho. Crianças lêem literatura infantil, claro. Mas, e os jovens? Lêem o que chamamos de literatura juvenil, mas também lêem livros para adultos. Ligia ainda citou casos de escritores como Luiz Ruffato e João Paulo Cuenca (entre outros), que ela conversou no passado e perguntou sobre livros que marcaram a entrada deles para o mundo literário. Não o primeiro livro que eles leram, mas o primeiro livro marcante, que fez diferença: segundo ela todos responderam títulos para adultos, lidos na adolescência. E aí, pensando no meu caso, foi à mesma coisa. A escola me mandou ler alguns livros de adolescentes, que hoje já nem me recordo mais, pois eram livros fracos e/ou de pouco conteúdo. E hoje ainda me lembro de alguns livros infantis que me marcaram, e depois destes tenho recordações claras somente dos livros para adultos.
Talvez a categoria de livros juvenis, como alguém disse por lá, só exista movida pelas compras destes livros pelas escolas. Se estas comprassem livros para adultos, estariam fazendo muito mais tanto para os alunos quanto para a literatura em geral, e desta forma trazendo os jovens para o mundo da literatura de forma mais eficaz (devido a qualidade e interesse das obras adultas). Como disse (e muito bem) o Luis Giffoni, em relação aos jovens terem de ler livros infantis muitas vezes de péssima qualidade e conteúdo (não exatamente com estas palavras): O jovem de dezesseis anos tem maturidade suficiente para ajudar a decidir o destino do país, mas literariamente não pode decidir o próprio destino. Para exemplificar os livros juvenis de baixa qualidade ou nonsense, ele citou um livro com um titulo do tipo Machado de Assis contado por vampiros. É mole? Isso espanta qualquer um. Outra colocação muito pertinente do Luis foi o fato destes livros juvenis não tratarem com profundidade temas como sexo e morte, que obviamente interessa (e muito) aos jovens.
A conclusão é que os jovens podem ser considerados como adultos, e por isso tem condições de ler literatura adulta e livros em texto integral, sem precisar de adaptações (estas válidas em especial para introduzir crianças no mundo literário). O tamanho do livro, quando este agrada ao leitor, não assusta. Eu mesmo li O Senhor dos anéis, com as suas mais de mil páginas, aos treze anos, e o que tem de jovem que leu a série Harry Potter inteira por aí, não é brincadeira.
Então, vamos refletir sobre este assunto?
Voltando ao salão, ainda ocorrerão outras mesas redondas no Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerais. Vamos aproveitar. Espero cobrir mais mesas redondas ou bate-papo com autores. Aguardem novidades.
Para ver a programação no site oficial do evento clique aqui.
Abraços.
Thiago Rulius
Participantes: Luis Giffoni, Ligia Cademartori e Vera Maria Tietzmann.
Mediação: Maria Zélia Versiani
Local: Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerias 2011
No ultimo sábado retornei ao Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerais, para assistir a mesa redonda Rumos da Literatura para Jovens. Fui como um curioso, sem a certeza de que a “pauta” da mesa pudesse ser aplicada ao meu trabalho como escritor amador. Nunca produzi texto algum que possa ser classificado como literatura infantil ou juvenil.
Com o início da discussão pude perceber que o tema interessaria a qualquer escritor. Ligia Cademartori foi a primeira a se manifestar, questionando a existência de uma “literatura juvenil”. E o debate correu muito neste caminho. Crianças lêem literatura infantil, claro. Mas, e os jovens? Lêem o que chamamos de literatura juvenil, mas também lêem livros para adultos. Ligia ainda citou casos de escritores como Luiz Ruffato e João Paulo Cuenca (entre outros), que ela conversou no passado e perguntou sobre livros que marcaram a entrada deles para o mundo literário. Não o primeiro livro que eles leram, mas o primeiro livro marcante, que fez diferença: segundo ela todos responderam títulos para adultos, lidos na adolescência. E aí, pensando no meu caso, foi à mesma coisa. A escola me mandou ler alguns livros de adolescentes, que hoje já nem me recordo mais, pois eram livros fracos e/ou de pouco conteúdo. E hoje ainda me lembro de alguns livros infantis que me marcaram, e depois destes tenho recordações claras somente dos livros para adultos.
Talvez a categoria de livros juvenis, como alguém disse por lá, só exista movida pelas compras destes livros pelas escolas. Se estas comprassem livros para adultos, estariam fazendo muito mais tanto para os alunos quanto para a literatura em geral, e desta forma trazendo os jovens para o mundo da literatura de forma mais eficaz (devido a qualidade e interesse das obras adultas). Como disse (e muito bem) o Luis Giffoni, em relação aos jovens terem de ler livros infantis muitas vezes de péssima qualidade e conteúdo (não exatamente com estas palavras): O jovem de dezesseis anos tem maturidade suficiente para ajudar a decidir o destino do país, mas literariamente não pode decidir o próprio destino. Para exemplificar os livros juvenis de baixa qualidade ou nonsense, ele citou um livro com um titulo do tipo Machado de Assis contado por vampiros. É mole? Isso espanta qualquer um. Outra colocação muito pertinente do Luis foi o fato destes livros juvenis não tratarem com profundidade temas como sexo e morte, que obviamente interessa (e muito) aos jovens.
A conclusão é que os jovens podem ser considerados como adultos, e por isso tem condições de ler literatura adulta e livros em texto integral, sem precisar de adaptações (estas válidas em especial para introduzir crianças no mundo literário). O tamanho do livro, quando este agrada ao leitor, não assusta. Eu mesmo li O Senhor dos anéis, com as suas mais de mil páginas, aos treze anos, e o que tem de jovem que leu a série Harry Potter inteira por aí, não é brincadeira.
Então, vamos refletir sobre este assunto?
Voltando ao salão, ainda ocorrerão outras mesas redondas no Salão do livro infantil e juvenil de Minas Gerais. Vamos aproveitar. Espero cobrir mais mesas redondas ou bate-papo com autores. Aguardem novidades.
Para ver a programação no site oficial do evento clique aqui.
Abraços.
Thiago Rulius
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Entrevista - Felipe Colbert - Escritor
Pessoal, conheci (virtualmente) o escritor Felipe Colbert poucos meses após o lançamento de seu livro "A Entrevista Ininterrupta", em um forum de escrita do orkut. Ele era um dos poucos membros da comunidade que tinha um livro publicado, mas nem por isso deixou de ajudar a todos com paciência e disponibilidade. Neste dia decidi que leria seu livro, o que fiz cerca de um mês atrás. Após terminar a leitura, decidi procurá-lo para tentar uma entrevista para o Papolivro, e ele aceitou participar com muito boa vontade.
Fico feliz que ele possa compartilhar seu conhecimento conosco, e peço a todos que apreciem as dicas e que façam uma degustação da obra deste escritor da nova geração.
Papolivro: Olá Felipe! Obrigado por conceder esta entrevista ao blog Papolivro.
Felipe Colbert: Eu é que agradeço! É sempre bom ter sites bacanas que movimentam a literatura brasileira, como este.
Papolivro: Qual foi o gatilho para que você bolasse a idéia de "A Entrevista Ininterrupta"?
Felipe Colbert: A idéia surgiu em uma das viagens em que fiz do Rio de Janeiro para São Paulo, onde moro atualmente. Sempre fui aficcionado por thrillers, seja na literatura ou cinema, assim como notícias que envolvem o show-business. Eu procurava uma história que transmitisse angústia do princípio ao fim, e logo surgiu a idéia de "prender" a atenção do leitor através de uma situação inusitada que não estamos acostumados a ver em nosso país, como atentados a bomba. A originalidade ficou por conta de inserir elementos curiosos como um apresentador de talk-show e mitologia. Daí, para a construção da premissa, foi só uma questão de colocar tudo no papel.
Papolivro: Como funciona o seu processo criativo? Tem algum método? Como manter a produtividade e encontrar tempo na correria do dia a dia?
Felipe Colbert: Basta uma palavra: disciplina. Creio que todo autor deve levar em conta que tem um compromisso com os leitores e com ele mesmo. Quanto ao processo criativo, é estar atento ao que acontece à sua volta. E pesquisa, muita pesquisa. O autor deve estar sempre em movimento, buscando aprendizado. Hoje a internet é a fonte da juventude que todos procuravam, pode inclusive carrega-la debaixo do braço, através de tablets. Mas, realmente, o que mais me inspira é visitar uma livraria, onde me sinto em casa.
Papolivro: Como funcionou o trabalho de pesquisa para montar o cenário do talk show em "A entrevista ininterrupta"? A apresentadora Leila Ferreira, citada por você nos agradecimentos, foi entrevistada?
Felipe Colbert: Sim, porém naquela época conversamos apenas pelo telefone. Eu sabia que a Leila possuía um programa de entrevistas na Globo Minas. Coletando material sobre apresentadores no Brasil, acabei encontrando o livro que ela publicou com suas melhores entrevistas. Era justamente o material que eu precisava. Entrei em contato com ela, que foi bastante gentil em me auxiliar. Quanto aos cenários, já estive dentro da Rede Globo algumas vezes, e sempre fui observador. Em certa época de minha vida fiz pequenas participações em novelas e programas de auditório. Isso ajudou bastante.
Papolivro: Você contou uma vez, se não me engano no forum da comunidade NEB (orkut), que contratou alguém para uma leitura crítica de seu original. Como foi o resultado desta avaliação? Que tipo de melhorias e evoluções você fez no texto a partir dos apontamentos recebidos?
Felipe Colbert: Leitura crítica é essencial, não importa em que nível de escrita o autor esteja. Ela ajuda a reparar pequenos defeitos na história ou até mesmo a reescrevê-la completamente. Por sorte tive boa receptividade do meu manuscrito, mas infelizmente isso não acontece com todos. Por isso o autor tem que ter em mente que deve produzir o melhor que conseguir. E investir nisso. Revisão, leitura crítica e tradução (se objetivar o mercado exterior) são essenciais. Nunca encaminhe um original para uma editora se não seguir estes passos.
Papolivro: Ouvimos sempre comentários em relação as mudanças que o livro pode sofrer pela editora, de conteúdo, titulo e capa. Mas acreditando que a editora tem uma vivência em relação a mercado, podemos concluir que estas sempre serão no sentido de melhorar a obra. Você viveu esta situação? Em caso positivo, como avalia as mudanças?
Felipe Colbert: Fui bastante feliz em ser contratado por uma editora como a Novo Século. O autor deve se concentrar em escrever, não na produção do livro. Quando seu original vai para a produção, basta acompanhar e opinar. A editora possui profissionais qualificados que farão o melhor possível pelo seu trabalho. Em relação ao nome, foi definido durante o processo de escrita e não houve alteração. Acabei acertando. Meu conselho é: escute seu editor, converse com ele. Mostre que você está interessado no trabalho da editora (assim como ela está no seu), mas não interfira. E nunca afaste o contato.
Papolivro: Falando na Novo Século (editora): Me parece ter uma boa distribuição, inclusive com autores com grande vendagem de livros ajudando a "abrir caminho", como o André Vianco. Pergunta: Como foi o tratamento a você, enquanto escritor estreante?
Felipe Colbert: Com muita proximidade e troca de idéias. A Novo Século tem este diferencial, em apostar no escritor iniciante. Meu editor sempre me recebeu na sala dele, conversamos bastante, construímos uma relação de confiança entre ambos. Quanto ao Vianco, certamente é um exemplo a ser seguido. Creio que ele contribuiu tanto para a NS quanto o inverso. Às vezes nos encontramos em eventos literários, batemos papo. Um cara simples, carismático e talentoso. E batalhador. Acho que o sucesso trilha o caminho de gente como ele.
Papolivro: Teria alguma dica especial para deixar para os escritores ainda não publicados quando resolverem enviar seus originais? Que dicas considera essenciais para que o novo autor consiga publicar seu primeiro livro?
Felipe Colbert: Nunca encaminhe um original se não achar que fez o melhor possível. Faça a revisão e análise crítica. Mais do que isso... saiba aceitar críticas, elas o acompanharão durante muito tempo. Procure estar presente em eventos literários, conheça o mercado. Se tiver condições, faça cursos, assista palestras e se especialize com um coaching literário. E o mais importante: nunca desista.
Papolivro: Como está o desenvolvimento do novo livro? Pode adiantar algo para os leitores do Papolivro?
Felipe Colbert: Acabei de terminar meu livro (Ponto Cego) após uma longa parceria que fiz com James McSill, assessor literário internacional. O produto não poderia ter ficado melhor! Estou publicando aqui no Brasil pela Novo Século e em Portugal pela Universus. Já planejo o terceiro livro, mas ainda não iniciei de fato, estou apenas no esboço. No momento me dedico a trabalhos paralelos, como a presença de eventos literários e o projeto que toco com outros cinco autores, chamado República dos Escritores (http://www.republicadosescritores.com.br). Vale a pena dar uma visitada no site, é um projeto ousado que busca conciliar trabalhos sociais com divulgações de obras de vários autores, nunca feito antes no Brasil.
Papolivro: Felipe, obrigado por responder a esta entrevista e ajudar a esclarecer estas duvidas. Fique a vontade para deixar os seus contatos. Um abraço!
Felipe Colbert: Quem quiser me contatar pode acessar meu site oficial (http://www.felipecolbert.com.br) ou me adicionar através do Facebook e Twitter (@felipecolbert). Estou sempre à disposição para conversar com jovens autores ou quem pretende ingressar neste maravilhoso mundo da literatura de entretenimento. Obrigado pela entrevista e abraços a todos os leitores!
Não deixem de conhecer o trabalho do Felipe.
Acessem o site http://www.felipecolbert.com.br/
Abraços
Thiago Rulius
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Aumentando nossas chances no mercado
Olá pessoal,
Cerca de cinco anos atrás, descobri um livro que, de todos que já li relacionados a publicação, foi o mais importante, não só pelo conteúdo "técnico", mas também pela sinceridade da autora, que coloca tudo de maneira direta e objetiva.
O nome do livro é "Escreva seu Livro - Guia prático de edição e publicação", da escritora e editora Laura Bacellar.
Laura também mantém o site www.escrevaseulivro.com.br, que tem muito material e serve como uma prévia do livro.
Segue abaixo um link do site da Laura, para um post de nome "Movimento em prol dos escritores brasileiros desconhecidos". O texto cita os problemas que existem no mercado editorial em relação a espaço para publicação e divulgação de novos autores, e depois dá sugestões de atitudes que podemos tomar para começar a mudar esta situação, em vez de ficar só reclamando.
Nós podemos fazer este mercado girar.
Clique aqui para ler o artigo completo.
Abraços.
Thiago Rulius
Cerca de cinco anos atrás, descobri um livro que, de todos que já li relacionados a publicação, foi o mais importante, não só pelo conteúdo "técnico", mas também pela sinceridade da autora, que coloca tudo de maneira direta e objetiva.
O nome do livro é "Escreva seu Livro - Guia prático de edição e publicação", da escritora e editora Laura Bacellar.
Laura também mantém o site www.escrevaseulivro.com.br, que tem muito material e serve como uma prévia do livro.
Segue abaixo um link do site da Laura, para um post de nome "Movimento em prol dos escritores brasileiros desconhecidos". O texto cita os problemas que existem no mercado editorial em relação a espaço para publicação e divulgação de novos autores, e depois dá sugestões de atitudes que podemos tomar para começar a mudar esta situação, em vez de ficar só reclamando.
Nós podemos fazer este mercado girar.
Clique aqui para ler o artigo completo.
Abraços.
Thiago Rulius
sábado, 18 de junho de 2011
Video sobre mercado editorial
Um bom vídeo de discussão sobre o mercado editorial com a editora Laura Bacellar:
http://www.usjt.br/midia/tv/mercado2.html
http://www.usjt.br/midia/tv/mercado2.html
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