Descobri este excelente texto no blog Dicas de Roteiro. São boas dicas para colocar você, escritor, para produzir mais, e com confiança. Aproveitem. E se gostarem, posso recomendar um livro com um enfoque parecido com o texto abaixo: Palavra por palavra, de Anne Lamott.
Boa leitura!
Thiago Rulius
As três regras cósmicas da escrita
Autor: Dennis Palumbo
Como um escritor veterano e um psicoterapeuta licenciado especializado em questões de escritores, eu sei o suficiente para saber que não existem quaisquer regras quando se trata de escrever.
Exceto pelas seguintes, que eu modestamente chamo de as Três Regras Cósmicas da Escrita. Estou falando sério. Aprendam estas regras simples e, em seguida, queimem-nas em seus corações e mentes. Isso não pode machucar.
A Primeira Regra Cósmica: "Você é Suficiente".
Essa é uma indústria em crescimento: existem dezenas de palestras, livros de como-fazer e fitas de áudio prometendo lhe ensinar a escrever melhor, mais rápido, de modo mais comercial. E não há nada de errado com a maioria deles. Eu sei, eu mesmo ensino em alguns.
Porque, francamente, EXISTEM coisas que um escritor precisa aprender sobre o ofício, as tradições da narração de histórias e a realidade do mercado de trabalho. Mas para o escritor iniciante há um perigo oculto: ou seja, a crença de que se você selecionar as palestras certas, ler os livros certos ou escolher o guru certo, então você será bem sucedido. Que a pessoa que você é neste momento simplesmente não é suficiente.
Esse é um sistema de crenças clássico… escritores que acham que têm de ser algo a mais para terem sucesso – mais inteligentes, melhor educados, mais engraçados – com vidas mais interessantes, mais experiências únicas. Mais alguma coisa.
Como um terapeuta que trabalha com escritores, eu vejo isto todo dia. Escritores que sentem que, de alguma forma, não são o suficiente. Que acreditam que TODOS os outros escritores são mais talentosos, mais confiantes, menos castigados pela dúvida.
Isso me lembra aquela famosa sequência de abertura do filme de Woody Allen, "Memórias". Um Woody sorumbático senta em um vagão de trem escuro e sujo, com outras almas perdidas. Olhando pela janela, ele vê um outro carro do comboio – reluzente e brilhantemente iluminado. Dentro, homens e mulheres bonitos riem e bebem champanhe, uma visão festiva da superioridade e das regalias saídas de uma peça de Noel Coward. Woody se desespera. Por que ele não está no carro brilhante, com as pessoas brilhantes?
Certa vez, quando um escritor cliente meu fez referência a esta cena para explicar seus sentimentos, o que surgiu não foi apenas o seu senso de si próprio como inadequado, mas algo mais, mais insidioso e destrutivo. Ou seja, a ideia de que ele tinha recebido uma mão de cartas ruim – "Eu estou no carro errado" – por causa de defeitos intrínsecos em si mesmo. Se ele fosse um escritor melhor – mais inteligente, mais talentoso, o que for – ele estaria no carro certo. Aquelas pessoas felizes e brilhantes estavam no vagão de trem brilhante porque MERECIAM estar lá, enquanto ele não.
Posteriormente, em nosso trabalho juntos, seus comportamentos auto-sabotadores puderam ser entendidos como um resultado natural de sua crença em si mesmo como basicamente defeituoso. Quando este doloroso auto-conceito foi iluminado e desafiado com sucesso, as coisas começaram a mudar em sua visão de si mesmo.
O que este episódio ilustra é o perigo real para a sua escrita em ver a si mesmo como inferior, não suficiente. Reconhecidamente, uma crença auto-limitante muito comum. Para a qual eu ofereço esse pensamento, que vai lhe economizar milhares de dólares em contas de terapia e cortar fora anos de sua jornada espiritual: todo mundo acha que a festa está acontecendo em algum outro lugar.
Mas não está. Está acontecendo bem aqui, agora. Com você.
Você – com todas as suas dúvidas e medos, alegrias e tristezas – é suficiente. Você – que está lendo estas palavras neste mesmo instante – tem tudo o que precisa para se tornar o escritor que deseja ser.
"Eu?", você pode estar perguntando. "Assim como eu sou?"
Sim, você, que pode, neste momento, estar se sentindo assustado, frustrado, bloqueado, desencorajado. Se este é o caso, junte-se ao clube. Porque assim sentem-se todos os outros escritores do mundo, mesmo os mais bem sucedidos, que, afinal de contas, já foram escritores batalhadores um dia.
E agora que são bem sucedidos, adivinhe? Eles ainda lutam. Eles têm as mesmas dúvidas, medos, anseios, preocupações. Eles simplesmente não dão a estes sentimentos os mesmos significados negativos que você dá. Escritores inteligentes reconhecem seus sentimentos como informações importantes sobre sua vida interior, como a matéria-prima do seu ofício de escrita. Apenas lenha para a fogueira.
O que me traz à Segunda Regra Cósmica da Escrita: "Trabalhe Com o Que Lhe é Dado".
Uma das minhas tirinhas favoritas da New Yorker, feita por George Booth, retrata um escritor atormentado, obviamente "bloqueado", sentado em frente à sua máquina de escrever, papéis amassados espalhados, rodeado por literalmente dezenas de cães – cochilando, latindo, pendurados nos parapeitos das janelas etc. A esposa do escritor está em pé junto à porta, encarando ele com fatigado desdém. "Escreva sobre cães", diz ela.
À parte o seu humor negro, a verdade da tirinha é que o escritor frustrado frequentemente não vê que um assunto para a sua escrita está bem na frente dele – os cães; ou seja, os elementos óbvios que de fato habitam sua vida.
Em outras palavras, trabalhe com o que lhe é dado. Os escritores têm de praticar VER, realmente ver o mundo ao seu redor. Como escritor, o seu trabalho é fazer isso consciente e artisticamente, usando a habilidade e a imaginação, assim como a memória e a reflexão. Você tem que prestar atenção.
Tolstói disse: "Ame aqueles que Deus colocou diante de ti"; o Tao diz: "Ame as Dez Mil Coisas". Em resumo, ame, ou seja – veja – tudo.
O que quero dizer com isso? "Amar" a totalidade do que vivenciamos é aceitar todas as nossas reações a isso, ser inspirado pela variedade de modos que vivenciamos os eventos, bons ou ruins, dolorosos ou alegres. A tarefa do artista é ver cada momento – e nossa reação a ele – como potencialmente interessante, desafiador e digno de nossa participação criativa.
Visto desta perspectiva, um escritor nunca estará entediado, nunca ansiará que as coisas em sua vida sejam mais emocionantes, mais interessantes, mais qualquer outra coisa do que realmente são. Exceto, é claro, quando você REALMENTE se sente assim; neste caso, você deve escrever sobre este tédio ou esta ânsia. Essa é a sua munição para esse dia em especial. É trabalhar com aquilo que lhe foi dado.
O que me leva à Terceira (e, felizmente, última) Regra Cósmica da Escrita… ou seja, "Escrever Gera Escrita".
Se você está empacado em uma cena difícil, escreva-a de qualquer jeito.
Escreva-a mal. Escreva-a em verso. Escreva-a como um registro de diário, um discurso Dennis Miller. Se você está frustrado por estar empacado, escreva sobre isso. Eu não ligo. Mas escreva.
Se você tem raiva, sentimentos de auto-crítica, os dê a um personagem da sua história. Se não houver um candidato provável, invente um. Há UM, de qualquer maneira: você. Suas angústias, dúvidas, medos e frustrações são tão vitais e elementares para o que você está escrevendo quanto qualquer personagem ou ponto de virada da trama. Poderia muito bem fazer uso deste fato.
Escrever gera escrita. Assim como preocupar-se gera preocupação. Obcecar-se gera mais obsessão. Andar para frente e para trás gera – bem, você captou a ideia.
Quando você se arrisca a escrever de onde você está, você põe em marcha todo um conjunto de processos internos. A primeira frase podre que você escreve tem uma vida que você pode habitar, avaliar, anular. Esta primeira tentativa pode ser substituída por uma segunda frase, com sorte menos podre – talvez um bom pedaço de descrição ou uma afiada linha de diálogo.
Ou talvez não. Mas isso não importa. Apenas continue em frente. Como William Goldman nos lembra, algumas cenas que você escreve serão apenas lodo, mas elas são importantes tecidos conjuntivos. Elas mantêm as coisas em movimento; são elos de uma cadeia. Elos fracos, talvez, mas você sempre pode voltar e fortalecê-los mais tarde.
Com o quê? O conhecimento de que você já escreveu, por exemplo, porque escrever não apenas gera escrita, isso também gera – e reforça – a realidade de que você pode escrever; aquelas páginas vão se acumular.
Olhe isto deste modo: Cada hora que você gasta escrevendo é uma hora que NÃO passou se preocupando com a sua escrita. Todo dia que você escreve é um dia que NÃO gastou sentado em uma cafeteria, reclamando de que não escreve nada.
Escrever gera escrita. Não escrever gera… bem… nenhuma escrita. Você faz a matemática.
Aí estão: as Três Regras Cósmicas da Escrita.
1) "Você é Suficiente".
2) "Trabalhe Com o Que Lhe é Dado".
3) "Escrever Gera Escrita."
As quais apontam todas para uma regra, na verdade. Escreva agora. Não espere. Escreva agora. E continue escrevendo.
__________
Fonte: http://dicasderoteiro.com/2011/05/16/as-tres-regras-cosmicas-da-escrita/
Tradução do texto: Valéria Olivetti
quarta-feira, 20 de junho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
Concursos literários - Sugestões de mudança
Tenho
participado com alguma regularidade de concursos literários, buscando uma forma
de avaliação de meus trabalhos como escritor. É um método bastante impreciso,
claro, já que se você não for um dos premiados nem receber uma menção honrosa,
ficará sem qualquer feedback dos textos enviados. Exemplificando: Um concurso
literário vai premiar e publicar três autores, e mais dois como menção honrosa.
Este concurso teve mil inscrições. Se você ficar entre os cinco primeiros, parabéns!
Além de receber uma avaliação, muito provavelmente imparcial e verdadeira de seu
trabalho, ainda pode receber prêmio, ser publicado, receber uma placa, medalha
ou certificado. Mas e se não foi um destes cinco autores? Aí, você não saberá
sequer se ficou classificado em sexto ou ultimo lugar. Ou seja, a avaliação de
seu original, as vezes valorizada como um prêmio, não vai ocorrer.
Mas por
que estou falando tudo isso? Porque acho que as regras para os concursos
literários estão um tanto defasadas. Os editais dos concursos que participei
aparentemente seguem um modelo padrão, que em minha opinião deveria sofrer
algumas atualizações de forma a facilitar a vida dos participantes, dos
organizadores, e muito importante, dar um basta em relação a geração
indiscriminada e desnecessária de lixo.
Utilizando
ainda o exemplo citado acima: Em um edital padrão, são solicitadas três ou
quatro vias do texto impresso com espaçamento (o que acho justo com quem vai
ler), mas impresso em apenas uma face da folha. Por que não permitir a impressão
nas duas faces da folha? Bastaria uma nova cláusula dizendo que, para aqueles
que imprimissem nas duas faces, o papel deveria atender a uma gramatura mínima. Apenas esta medida poderia reduzir o gasto com papel a pouco mais da
metade do consumo atual. Para o nosso exemplo, se considerarmos que se trata de
um concurso de contos temos: mil trabalhos, impressos em quatro vias, com,
digamos, quatro páginas cada conto: 1000 x 4 x 4 = 16.000 folhas! Achou muito?
Então agora imagine se este concurso fosse para romances com cento e cinquenta
páginas: 1000 x 4 x 150 = 600.000 folhas! Não é um absurdo? Não seria genial se
pudéssemos diminuir 30 ou 40% deste volume?
Outra
medida que me parece possível é deixar de imprimir uma cópia de cada texto por
jurado. Afinal, eles não lêem todos os textos ao mesmo tempo. Por que não
reduzir o numero de cópias a metade e reparti-las entre os jurados? Eles leriam
os textos que estão em seu poder (poderiam rubricar a primeira página dos já
lidos, para não criar confusão) e depois trocariam estes com os demais jurados.
Teríamos então outra economia de 50% no numero de folhas impressas. Além disso, poderiam, junto a rubrica, dar uma nota, digamos, de um a cinco, e assim dar algum feedback aos escritores. Não entrando em contato com cada um, algo muito trabalhoso, mas talvez divulgando uma lista no site, abaixo dos vencedores. Acho que poderia ser uma possibilidade para pensar e amadurecer a idéia.
Por
ultimo, temos agora alguns concursos que pedem uma cópia dos trabalhos em CD
junto ao envelope de inscrição. Esta me parece a mais descabida das medidas.
Motivo: Se dos mil participantes, apenas cinco serão premiados, serão
necessários apenas cinco dos mil CDs enviados a organização do concurso. Os
demais novecentos e noventa e cinco CDs serão enviados diretamente para o lixo,
sem nenhuma utilização. Cada um destes CDs pode levar até 450 anos para se
deteriorar, segundo o site
http://www.araraquara.sp.gov.br/Pagina/Default.aspx?IDPagina=2143. Não é
terrível? Uma solução: solicitar o envio do texto somente aos vencedores,
por email ou até por CD mesmo, afinal agora estamos falando apenas de cinco
unidades. E adicionar a cláusula dizendo que, se o vencedor não enviar o conto
em meio digital em determinado prazo, está desclassificado.
Se
tiverem novas idéias, por favor, comentem. E se concordam com as sugestões
acima, que tal compartilhar? Se um único concurso aderir a estas mudanças, já
terá valido a pena.
Abraços.
Thiago Rulius
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Confissões de um Peregrino – Juan Arias (entrevistando Paulo Coelho).
Outro dia, vasculhando as biografias de escritores brasileiros na biblioteca publica Luiz de Bessa, aqui em BH, vi um livro de entrevistas com o Paulo Coelho. Nada de mais, pensei. Afinal, não me considero fã do mago. O único livro dele que li foi o diário de um mago, isso há uns quinze anos atrás. Até gostei do livro, mas não a ponto de colocá-lo entre os meus favoritos.
Apesar disso, peguei o livro e decidi dar uma folheada. Não devido a qualidade do autor, ou a sua excentricidade, mas sim por outro motivo, que certamente desperta curiosidade em outros escritores: seu estrondoso sucesso comercial.
O livro todo é uma grande entrevista, sendo cada capítulo relacionado a um assunto: religião, política, leitores, escrita. Escrita. Por este capitulo, me decidi. Peguei o livro emprestado para aprender um pouco sobre o autor brasileiro mais traduzido de todos os tempos.
O que achei do livro? Passei a conhecer o ponto de vista do autor em vários assuntos abordados no livro, alguns sem a menor importância ou do tipo fofoca. O ultimo capitulo do livro, uma conversa entre Paulo Coelho, Juan Arias (o entrevistador) e algumas adolescentes não tem nada a ver com coisa nenhuma e não acrescenta nada, e o capitulo de escrita, que pensei tão promissor, teve apenas algumas boas perguntas.
Apesar disso, gostei de algumas respostas do autor, realmente construtivas, mesmo no capitulo chamado de "os sinais", com temas voltados a religião e a espiritualidade, assuntos que não costumo discutir ou dar muita bola. Mas uma resposta do mago disse muito do que penso e que vejo acontecer por aí. Está transcrita abaixo:
Pergunta: O que seria então para você um ateu?
Resposta: Para mim, o fato formal de crer ou não em Deus não muda nada. Conheço ateus que se comportam em sua vida mil vezes melhor que muitos que se dizem crentes. Porque às vezes o crente tem a tentação de se converter em juiz de seu próximo pelo fato de que acredita em Deus. Para mim, um ateu é o que manifesta Deus só através de suas obras. Como dizia Santiago, o apóstolo, o que nos permite reconhecer-nos como filhos de Deus são as obras, não nossa profissão de fé. "Mostra-me suas obras e eu te mostrarei tua fé", dizia.
Fonte: livro Confissões de um peregrino – Juan Arias (entrevistando Paulo Coelho).
Editora Objetiva
Então, voltando ao livro... É uma leitura que recomendo? Sim, se você não tem um bom livro em mente. Não é coisa do outro mundo, mas tem boas informações, apesar do papo seguir muito para o lado espiritual, que não agrada a qualquer um. Recomendaria especialmente para quem é fã do autor. Para os demais, podem existir outras opções mais promissoras.
Boa leitura!
Abraços.
Thiago Rulius
Apesar disso, peguei o livro e decidi dar uma folheada. Não devido a qualidade do autor, ou a sua excentricidade, mas sim por outro motivo, que certamente desperta curiosidade em outros escritores: seu estrondoso sucesso comercial.
O livro todo é uma grande entrevista, sendo cada capítulo relacionado a um assunto: religião, política, leitores, escrita. Escrita. Por este capitulo, me decidi. Peguei o livro emprestado para aprender um pouco sobre o autor brasileiro mais traduzido de todos os tempos.
O que achei do livro? Passei a conhecer o ponto de vista do autor em vários assuntos abordados no livro, alguns sem a menor importância ou do tipo fofoca. O ultimo capitulo do livro, uma conversa entre Paulo Coelho, Juan Arias (o entrevistador) e algumas adolescentes não tem nada a ver com coisa nenhuma e não acrescenta nada, e o capitulo de escrita, que pensei tão promissor, teve apenas algumas boas perguntas.
Apesar disso, gostei de algumas respostas do autor, realmente construtivas, mesmo no capitulo chamado de "os sinais", com temas voltados a religião e a espiritualidade, assuntos que não costumo discutir ou dar muita bola. Mas uma resposta do mago disse muito do que penso e que vejo acontecer por aí. Está transcrita abaixo:
Pergunta: O que seria então para você um ateu?Resposta: Para mim, o fato formal de crer ou não em Deus não muda nada. Conheço ateus que se comportam em sua vida mil vezes melhor que muitos que se dizem crentes. Porque às vezes o crente tem a tentação de se converter em juiz de seu próximo pelo fato de que acredita em Deus. Para mim, um ateu é o que manifesta Deus só através de suas obras. Como dizia Santiago, o apóstolo, o que nos permite reconhecer-nos como filhos de Deus são as obras, não nossa profissão de fé. "Mostra-me suas obras e eu te mostrarei tua fé", dizia.
Fonte: livro Confissões de um peregrino – Juan Arias (entrevistando Paulo Coelho).
Editora Objetiva
Então, voltando ao livro... É uma leitura que recomendo? Sim, se você não tem um bom livro em mente. Não é coisa do outro mundo, mas tem boas informações, apesar do papo seguir muito para o lado espiritual, que não agrada a qualquer um. Recomendaria especialmente para quem é fã do autor. Para os demais, podem existir outras opções mais promissoras.
Boa leitura!
Abraços.
Thiago Rulius
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Degustação de Contos - Luiz Vilela
Gosto muito dos contos do Luiz Vilela. Gosto tanto que um dia comentei com amigos que entre seu livro Contos Eróticos e o Felicidade Clandestina, da Clarisse Lispector, fico com o primeiro. Teve gente que se indignou, mas é o que penso. Além do mais, o Contos Eróticos é também um livro muito divertido, e uma aula para quem quer aperfeiçoar os diálogos de seus textos.Para quem quiser conhecer, o site releituras tem um conto do autor que faz parte deste livro na íntegra, para degustação. Clique aqui para ler.
Se você pretende degustar mais algum conto deste livro diretamente nas livrarias, recomendo os contos Confissão e Depois da aula.
Abraços
Thiago Rulius
sábado, 26 de maio de 2012
A Literatura em BH
Conheço muita gente que acha BH uma roça em termos de cultura, que acha que não acontece nada nesta cidade e que estamos anos luz atrás de São Paulo. Na comparação com São Paulo, realmente BH está muito atrás mesmo, e fatos como o cancelamento da bienal do livro de minas este fim de semana, devido a uma interdição do expominas fazem a cidade parecer mesmo uma roça em alguns momentos. Mas não penso assim. Acho que temos um movimento cultural razoável na cidade, recebendo espetáculos culturais de expressão em varios segmentos, com musicos internacionais, escritores de renome, exposições (como a Caravaggio e seus seguidores, que vai até 15/07/2012 na casa fiat de cultura e que recomendo), entre outros.
Falando especificamente de literatura, que é o que diz respeito a este blog: temos a biblioteca publica Luiz de Bessa, na praça da liberdade, que tem um movimento muito aquém de sua capacidade nos setores de empréstimos, referência e periódicos. Falo destes setores, pois os frequento com regularidade e vejo que são subutilizados, talvez por desconhecimento da população. Para consultar o acervo da biblioteca Luiz de Bessa sem sair de casa, clique aqui. Para quem não tem acesso fácil a esta biblioteca, ainda há uma mini biblioteca no metrô de BH, estação central (praça da estação), que oferece livros para empréstimos e tem o acervo disponível para consulta aqui (este um site de pior navegação).
Para participar de mesas redondas com o seu autor preferido e conseguir uma dedicatória, temos três eventos regulares em BH:
Além das opções citadas acima, ainda temos eventos esporádicos acontecendo com alguma frequência em BH. Infelizmente, para tomar conhecimento destes, somente buscando a informação, já que não são lá muito divulgados. Recomendo o site guia entrada franca, além dos flyers disponíveis na biblioteca publica, palácio das artes e outros locais ligados a arte e cultura.
Abraços
Thiago Rulius
Falando especificamente de literatura, que é o que diz respeito a este blog: temos a biblioteca publica Luiz de Bessa, na praça da liberdade, que tem um movimento muito aquém de sua capacidade nos setores de empréstimos, referência e periódicos. Falo destes setores, pois os frequento com regularidade e vejo que são subutilizados, talvez por desconhecimento da população. Para consultar o acervo da biblioteca Luiz de Bessa sem sair de casa, clique aqui. Para quem não tem acesso fácil a esta biblioteca, ainda há uma mini biblioteca no metrô de BH, estação central (praça da estação), que oferece livros para empréstimos e tem o acervo disponível para consulta aqui (este um site de pior navegação).
Para participar de mesas redondas com o seu autor preferido e conseguir uma dedicatória, temos três eventos regulares em BH:
- Ofício da Palavra: Realizado no saguão do museu de artes e ofícios. Tem um perfil diferente dos outros, pois a maioria dos autores são do tipo “revelação”, ainda desconhecidos de muita gente mas que estão despontando. No meu ponto de vista é o melhor evento para aqueles que estão escrevendo, pois as perguntas são mais direcionadas ao início da carreira, publicação e modo de trabalho destes autores. Geralmente o encontro ocorre na ultima terça-feira do mês, sempre as 19:30. Veja a programação do museu de artes e ofícios para conhecer os próximos autores agendados.
- Bate-papo com o autor: realizado na academia mineira de letras (rua da Bahia, 1466). O lugar tem capacidade para cerca de cem pessoas, mas geralmente a procura é alta, fazendo com que os mais interessados precisem chegar com cerca de uma hora de antecedência. Neste evento os primeiros cem leitores a chegar podem comprar o livro do “autor da vez” a cinco reais. Não bastasse isso, os autores convidados geralmente tem carreira consolidada e atraem muito publico.
- Sempre um papo: Encontros com autores em diversas espaços de BH, democratizando o acesso dos leitores. Acho que a mediação não é tão bem conduzida neste evento, em relação aos demais. Por este motivo considero o sempre um papo inferior aos outros dois eventos citados acima. Mas vale a pena conferir. Veja a agenda clicando aqui.
Além das opções citadas acima, ainda temos eventos esporádicos acontecendo com alguma frequência em BH. Infelizmente, para tomar conhecimento destes, somente buscando a informação, já que não são lá muito divulgados. Recomendo o site guia entrada franca, além dos flyers disponíveis na biblioteca publica, palácio das artes e outros locais ligados a arte e cultura.
Abraços
Thiago Rulius
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Lulu.com no Brasil?
O www.lulu.com é um site de publicação sob demanda estrangeiro. Segundo amigos que pesquisaram para lançar obras desta maneira, os concorrentes nacionais do Lulu não oferecem (ou ofereciam) os mesmos recursos do concorrente.
E agora vem a notícia: Segundo artigo linkado abaixo, o Lulu está se preparando para aportar no Brasil.
Confira: http://revolucaoebook.com.br/lulu-com-afirma-ter-planos-para-aportar-no-brasil-em-breve/
Se esta notícia se confirmar, o lulu vai ganhar em competitividade, com a redução do custo de frete dos livros comprados e com aumento de adesão de autores com o site em português.
Vamos aguardar.
Abraços.
Thiago Rulius
E agora vem a notícia: Segundo artigo linkado abaixo, o Lulu está se preparando para aportar no Brasil.
Confira: http://revolucaoebook.com.br/lulu-com-afirma-ter-planos-para-aportar-no-brasil-em-breve/
Se esta notícia se confirmar, o lulu vai ganhar em competitividade, com a redução do custo de frete dos livros comprados e com aumento de adesão de autores com o site em português.
Vamos aguardar.
Abraços.
Thiago Rulius
domingo, 6 de maio de 2012
Bienal do livro de Minas Gerais
De 18 a 27 de maio vai rolar a bienal do livro de Minas Gerais, e a organização já divulgou a agenda do evento, que vai ter várias mesas redondas com autores de renome (veja abaixo).
Além disso, existem algumas promoções que ajudam a diminuir o preço de R$8 do ingresso (R$4 para meia entrada): No metrô, é possível comprar um bilhete unitário especial da bienal por R$1,80, e que dá um desconto de 20% na entrada inteira da bienal, ou seja, o metrô para chegar até lá vai sair a R$0,20. Lembrando que, para quem vem de fora, pode pegar o metrô ao lado da rodoviária e seguir para a bienal de metrô (descer na estação Gameleira).
O outro desconto é o seguinte: comprando R$40 no mesmo estande da feira, caso este estande seja participante da rede de descontos, é possível recuperar os R$8 pagos na entrada. Veja os detalhes desta promoção ou a agenda do evento no site oficial do evento, clicando aqui.
Devo assistir três ou quatro das mesas redondas abaixo. Aguarde cobertura do evento neste blog.
Mesas redondas (fonte - site oficial da bienal):
Programação Cultural
18/05 - 19h30
Literatura e Economia
Autores: Carlos Alberto Sardenberg, Míriam Leitão
Mediador: Afonso Borges
Um grande momento da historia econômica brasileira, em conversa de mestres, onde a literatura está no centro de suas vidas. Em suas diversas modalidades e, neste caso, vertida para a televisão e o rádio.
19/05 - 15h
Meio Ambiente e Literatura
Autores: André Trigueiro, Sérgio Abranches
Mediador: Afonso Borges
Sergio Abranches é sociólogo e cientista político. André Trigueiro, jornalista e apresentador. Eles têm no livro literário a fonte de inspiração e entendimento da vida. Eles darão um excelente depoimento sobre a importância da leitura em suas vidas, e sobre como a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade podem contribuir para um mundo melhor.
19/05 - 17h
Romance: Criação, Verdade e Mentira
Autores: Ana Maria Machado, Edney Silvestre
Mediador: Leo Cunha
Pensando nas atividades dos dois convidados, literatura infanto-juvenil e jornalismo, ambos vertendo-se para o romance, é proposto aqui um mergulho na criação. Uma busca de convergência entre dois autores tão distintos, em suas origens, mas que se encontram na elaboração do texto literário. E onde a verdade e a mentira se misturam.
19/05 - 19h30
Jornalismo e Literatura
Autores: Lucas Figueiredo, Alberto Villas
Mediador: João Paulo Cunha
O passado e o presente se interligam por meio das técnicas jornalísticas e literárias. Lucas Figueiredo é o mais importante jornalista investigativo do Brasil. Alberto Villas, com seus almanaques, busca e rebusca no passado, as suas referências do brasileiro. Uma discussão vigorosa sobre as técnicas de jornalismo e literatura.
20/05 - 15h
Poesia não é um detalhe, mas o detalhe
Autores: Fabrício Carpinejar, Roberto Pompeu de Toledo
Mediador: Sérgio Fantini
Um poeta performático e um jornalista observador e arguto. Sintetizando este grande encontro: “Poesia não é um detalhe, mas O detalhe”.
20/05 - 17h
Filosofia e Literatura
Autores: Marcia Tiburi, Nilton Bonder
Mediador: Dagmar Braga
Um encontro entre a filosofia e a religião só pode ser bom quando se transforma em desencontro. A base da filosofia é a dúvida. A da religião, o dogma. Um eletrizante debate. O ponto comum entre os dois é o questionamento do ser humano, construído na obra dos dois escritores.
21/05 - 19h30
Homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós
Autores: Maria Eugênia Dias de Oliveira, Ninfa Parreiras
Mediador: Afonso Borges
Dar substância à vida e à obra de Bartolomeu Queirós é o objetivo deste painel, ao convidar duas especialistas em seu trabalho. Como participação especial, a atriz Nathália Marçal fará uma leitura do livro “Por Parte de Pai”, que está sendo adaptado para teatro pelo diretor carioca André Paes Leme. Os amigos estarão presentes, fazendo depoimentos. Uma noite inesquecível, para uma pessoa igual.
22/05 - 19h30
Reportagem e Memória
Autores: Zuenir Ventura, Mary del Priore
Mediador: Cristina Agostinho
Aqui, jornalismo converge e conversa com a história. Qual é o Brasil que se pode desenhar no futuro ao mirar tão de perto a Colônia, o Império e a atualidade? Respostas aqui, nas vozes de um jornalista que trata do contemporâneo e uma historiadora que trata a história brasileira com tanta acuidade.
23/05 - 19h30
A Construção do Romance
Autores: Frei Betto, Luiz Ruffato
Mediador: Luís Giffoni
Vozes de dois romancistas que tiveram no conto a gênese de sua obra. O real e o imaginário aqui se encontram, numa discussão sobre criação literária e contemporaneidade.
24/05 - 19h30
Literatura Mineira - Coletivo 21
Autores: Francisco Morais Mendes, Antonio Barreto
Mediador: Adriano Macedo
Antonio Barreto e Francisco de Morais Mendes são o ouro e o diamante modernos que a nova literatura mineira tem. A poesia de Barreto e os contos de Mendes marcaram uma época. Adriano Macedo representa os novíssimos escritores que se uniram ao redor do livro “Coletivo 21” que reúne a literatura de 21 nomes expressivos de Minas. Será um encontro que afirmará este novo tempo, mais solidário que solitário, no fazer literário.
25/05 - 19h30
Reportagem e Ficção
Autores: Eliane Brum, Juan Pablo Villalobos
Mediador: Branca de Paula
A temática social é o forte destes dois autores. Com talento e qualidade, fizeram a transição de realidades adversas para o mundo ficcional, contagiando leitores de todas as faixas. Será uma mesa onde a literatura se transforma em ficção e realidade, e vice-versa.
26/05 - 15h
Contos e Crônicas
Autores: Humberto Werneck, Fabrício Corsaletti
Mediador: Carlos Herculano
Dois craques do conto e da crônica aqui se encontram para conversar com os leitores sobre esta arte mínima, crítica, sempre no limite do real. Criação, diversão, entretenimento.... o que são estes dois gêneros, afinal? Humberto Werneck encontrou no conto e na crônica o melhor de seu texto que situa-se no entroncamento entre a literatura e jornalismo. Fabrício Corsaletti traz consigo a marca da nova geração da crônica brasileira.
26/05 - 19h30
Corpo e Espírito
Autores: Waldemar Falcão, Patrícya Travassos
Mediador: Malluh Praxedes
Tendo a literatura como espinha dorsal, a saúde, a qualidade de vida e o bem-estar, sentarão à mesa com o espiritismo, astrologia e estados alterados da consciência. Como os leitores vão encarar este desafio?
27/05 - 16h
Viagem
Autor: Amyr Klink
Mediador: Afonso Borges
Enfrentar as intempéries da natureza é, relativamente, simples. Autor de inúmeros livros sobre as viagens em alto mar até a invernagem na Antártica, este navegador encontra o maior desafio em terra: o correto planejamento, a busca de recursos para a concretização de seus sonhos. E a literatura? Como entra nisso?
Abraços
Thiago Rulius
Além disso, existem algumas promoções que ajudam a diminuir o preço de R$8 do ingresso (R$4 para meia entrada): No metrô, é possível comprar um bilhete unitário especial da bienal por R$1,80, e que dá um desconto de 20% na entrada inteira da bienal, ou seja, o metrô para chegar até lá vai sair a R$0,20. Lembrando que, para quem vem de fora, pode pegar o metrô ao lado da rodoviária e seguir para a bienal de metrô (descer na estação Gameleira).
O outro desconto é o seguinte: comprando R$40 no mesmo estande da feira, caso este estande seja participante da rede de descontos, é possível recuperar os R$8 pagos na entrada. Veja os detalhes desta promoção ou a agenda do evento no site oficial do evento, clicando aqui.
Devo assistir três ou quatro das mesas redondas abaixo. Aguarde cobertura do evento neste blog.
Mesas redondas (fonte - site oficial da bienal):
Programação Cultural
18/05 - 19h30
Literatura e Economia
Autores: Carlos Alberto Sardenberg, Míriam Leitão
Mediador: Afonso Borges
Um grande momento da historia econômica brasileira, em conversa de mestres, onde a literatura está no centro de suas vidas. Em suas diversas modalidades e, neste caso, vertida para a televisão e o rádio.
19/05 - 15h
Meio Ambiente e Literatura
Autores: André Trigueiro, Sérgio Abranches
Mediador: Afonso Borges
Sergio Abranches é sociólogo e cientista político. André Trigueiro, jornalista e apresentador. Eles têm no livro literário a fonte de inspiração e entendimento da vida. Eles darão um excelente depoimento sobre a importância da leitura em suas vidas, e sobre como a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade podem contribuir para um mundo melhor.
19/05 - 17h
Romance: Criação, Verdade e Mentira
Autores: Ana Maria Machado, Edney Silvestre
Mediador: Leo Cunha
Pensando nas atividades dos dois convidados, literatura infanto-juvenil e jornalismo, ambos vertendo-se para o romance, é proposto aqui um mergulho na criação. Uma busca de convergência entre dois autores tão distintos, em suas origens, mas que se encontram na elaboração do texto literário. E onde a verdade e a mentira se misturam.
19/05 - 19h30
Jornalismo e Literatura
Autores: Lucas Figueiredo, Alberto Villas
Mediador: João Paulo Cunha
O passado e o presente se interligam por meio das técnicas jornalísticas e literárias. Lucas Figueiredo é o mais importante jornalista investigativo do Brasil. Alberto Villas, com seus almanaques, busca e rebusca no passado, as suas referências do brasileiro. Uma discussão vigorosa sobre as técnicas de jornalismo e literatura.
20/05 - 15h
Poesia não é um detalhe, mas o detalhe
Autores: Fabrício Carpinejar, Roberto Pompeu de Toledo
Mediador: Sérgio Fantini
Um poeta performático e um jornalista observador e arguto. Sintetizando este grande encontro: “Poesia não é um detalhe, mas O detalhe”.
20/05 - 17h
Filosofia e Literatura
Autores: Marcia Tiburi, Nilton Bonder
Mediador: Dagmar Braga
Um encontro entre a filosofia e a religião só pode ser bom quando se transforma em desencontro. A base da filosofia é a dúvida. A da religião, o dogma. Um eletrizante debate. O ponto comum entre os dois é o questionamento do ser humano, construído na obra dos dois escritores.
21/05 - 19h30
Homenagem a Bartolomeu Campos de Queirós
Autores: Maria Eugênia Dias de Oliveira, Ninfa Parreiras
Mediador: Afonso Borges
Dar substância à vida e à obra de Bartolomeu Queirós é o objetivo deste painel, ao convidar duas especialistas em seu trabalho. Como participação especial, a atriz Nathália Marçal fará uma leitura do livro “Por Parte de Pai”, que está sendo adaptado para teatro pelo diretor carioca André Paes Leme. Os amigos estarão presentes, fazendo depoimentos. Uma noite inesquecível, para uma pessoa igual.
22/05 - 19h30
Reportagem e Memória
Autores: Zuenir Ventura, Mary del Priore
Mediador: Cristina Agostinho
Aqui, jornalismo converge e conversa com a história. Qual é o Brasil que se pode desenhar no futuro ao mirar tão de perto a Colônia, o Império e a atualidade? Respostas aqui, nas vozes de um jornalista que trata do contemporâneo e uma historiadora que trata a história brasileira com tanta acuidade.
23/05 - 19h30
A Construção do Romance
Autores: Frei Betto, Luiz Ruffato
Mediador: Luís Giffoni
Vozes de dois romancistas que tiveram no conto a gênese de sua obra. O real e o imaginário aqui se encontram, numa discussão sobre criação literária e contemporaneidade.
24/05 - 19h30
Literatura Mineira - Coletivo 21
Autores: Francisco Morais Mendes, Antonio Barreto
Mediador: Adriano Macedo
Antonio Barreto e Francisco de Morais Mendes são o ouro e o diamante modernos que a nova literatura mineira tem. A poesia de Barreto e os contos de Mendes marcaram uma época. Adriano Macedo representa os novíssimos escritores que se uniram ao redor do livro “Coletivo 21” que reúne a literatura de 21 nomes expressivos de Minas. Será um encontro que afirmará este novo tempo, mais solidário que solitário, no fazer literário.
25/05 - 19h30
Reportagem e Ficção
Autores: Eliane Brum, Juan Pablo Villalobos
Mediador: Branca de Paula
A temática social é o forte destes dois autores. Com talento e qualidade, fizeram a transição de realidades adversas para o mundo ficcional, contagiando leitores de todas as faixas. Será uma mesa onde a literatura se transforma em ficção e realidade, e vice-versa.
26/05 - 15h
Contos e Crônicas
Autores: Humberto Werneck, Fabrício Corsaletti
Mediador: Carlos Herculano
Dois craques do conto e da crônica aqui se encontram para conversar com os leitores sobre esta arte mínima, crítica, sempre no limite do real. Criação, diversão, entretenimento.... o que são estes dois gêneros, afinal? Humberto Werneck encontrou no conto e na crônica o melhor de seu texto que situa-se no entroncamento entre a literatura e jornalismo. Fabrício Corsaletti traz consigo a marca da nova geração da crônica brasileira.
26/05 - 19h30
Corpo e Espírito
Autores: Waldemar Falcão, Patrícya Travassos
Mediador: Malluh Praxedes
Tendo a literatura como espinha dorsal, a saúde, a qualidade de vida e o bem-estar, sentarão à mesa com o espiritismo, astrologia e estados alterados da consciência. Como os leitores vão encarar este desafio?
27/05 - 16h
Viagem
Autor: Amyr Klink
Mediador: Afonso Borges
Enfrentar as intempéries da natureza é, relativamente, simples. Autor de inúmeros livros sobre as viagens em alto mar até a invernagem na Antártica, este navegador encontra o maior desafio em terra: o correto planejamento, a busca de recursos para a concretização de seus sonhos. E a literatura? Como entra nisso?
Abraços
Thiago Rulius
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